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Petrobras integra ranking de empresas brasileiras internacionais

Um ranking divulgado nessa terça-feira, 24/10, pela Fundação Dom Cabral, posiciona a Petrobras no quarto lugar entre as empresas brasileiras com maior atuação no mercado estrangeiro, atrás de Gerdau, Odebrecht e Vale do Rio Doce. A pesquisa, realizada em parceria com a Columbia University, ref

Da Redação
26/10/2006 00:00
Visualizações: 960

Um ranking divulgado nessa terça-feira, 24/10, pela Fundação Dom Cabral, posiciona a Petrobras no quarto lugar entre as empresas brasileiras com maior atuação no mercado estrangeiro, atrás de Gerdau, Odebrecht e Vale do Rio Doce. A pesquisa, realizada em parceria com a Columbia University, reflete o grande impulso que a atuação da empresa no mercado internacional vem tomando, principalmente nos últimos quatro anos.
 
Os critérios utilizados na avaliação mostram também que, se for desconsiderado o quesito "Vendas Externas sobre Vendas Totais", a Petrobras ocupa o segundo lugar na lista, atrás apenas da Vale do Rio Doce. Ainda assim, é preciso considerar o perfil da empresa e o setor da economia em que cada uma atua. Diferentemente dos ramos de mineração, siderurgia ou construção civil, que têm a exportação como foco, a missão da Petrobras, desde a sua criação, vem sendo, em primeiro lugar, abastecer o mercado interno. Essa é a grande diferença entre os números apresentados, com os quesitos contidos no ranking.
 
Na maioria dos critérios analisados pela Fundação Dom Cabral, a Petrobras obteve pontuação próxima à das empresas que lideraram o ranking. Sendo que, no índice "Venda no Exterior sobre a Venda Total", a Petrobras, maior empresa do Brasil, acaba recebendo pontuação mais baixa porque tem um volume de vendas no Brasil muito alto em relação às vendas internacionais, uma vez que o mercado interno é prioridade para a Petrobras.
 
Das companhias avaliadas, a Petrobras foi a primeira a se internacionalizar, em 1972, e hoje está presente nos maiores mercados do mundo, com ações nas bolsas de Nova Iorque, São Paulo, Madrid e Buenos Aires. Por sua atuação, a empresa já acumula importantes reconhecimentos. Desde abril, o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, participa do Conselho Mundial do Pacto Global, da ONU - a maior iniciativa de cidadania corporativa voluntária do mundo - e a companhia foi incluída, em setembro, no Índice Dow Jones de Sustentabilidade, usado como parâmetro para análise dos investidores sócio e ambientalmente responsáveis.
 
De acordo com o gerente executivo da Área Internacional para Américas, África e Eurásia, João Figueira, a internacionalização trouxe vários benefícios para a empresa. "Além de diversificar a carteira de projetos, gerar fluxo de caixa em moeda forte e contribuir para o crescimento e a rentabilidade da Petrobras, outro ponto positivo é a sua visibilidade pela comunidade financeira internacional. Com ações em bolsa de valores no exterior, seus processos de governança corporativa e transparência, a empresa alcançou o Grau de Investimento (investment grade) Baa2, de acordo com a Moody`s Investor Services.  Isso traz inúmeras vantagens. Uma delas é o menor custo de financiamentos", afirmou.
 
Expansão - A Área de Negócio Internacional da Petrobras apresentou resultados históricos em 2005. Foi contabilizado o maior Lucro Líquido desde sua criação, no valor de US$ 242 milhões, 82% maior ao realizado em 2004. No exterior, foram investidos US$ 1,3 bilhão, 64% mais que em 2004.
 
De acordo com o planejamento estratégico da empresa para o período de 2007 a 2011, serão investidos US$ 12,1 bilhões em atividades internacionais. Desse total, 28% fica na América Latina. A América do Norte receberá 23% e a África, 33%. Dentro do mesmo plano, as metas para a área internacional projetam uma produção de 568 mil barris de óleo equivalente (BOE) por dia em 2011, o que representa um crescimento de 119% em comparação com a produção atual de cerca de 250 mil boe/dia. Na área de refino, a previsão é de um processamento diário de cerca de 500 mil barris em 2011.
 
Entre as últimas iniciativas da Petrobras no exterior estão a compra de ativos da Shell no Paraguai, Uruguai e Colômbia, por um total de US$ 140 milhões, e a aquisição de 50% da Refinaria de Pasadena, no Texas, EUA, um investimento de US$ 360 milhões.

 

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