Petroquímica

Petrobras negocia compra de mais petroquímicas no Sudeste

Agência Câmara
29/03/2007 00:00
Visualizações: 1334

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou hoje que a empresa está negociando a participação em novas aquisições no setor petroquímico da região Sudeste para promover "uma nova organização" do setor. A declaração foi dada em audiência pública conjunta na Câmara, com o objetivo de explicar a compra de todas as ações do grupo Ipiranga pelo consórcio Petrobras, Braskem e Ultra. A compra está sendo questionada pela Comissão de Valores Mobiliários.

Costa afirmou que não há espaço para empresas menores no ramo petroquímico. "Na região Sudeste [os pólos de SP e RJ], com certeza vai ocorrer uma organização do setor.

Essas conversas já se iniciaram entre os grupos privados e a Petrobras está participando desse processo. Não vamos nos iludir que empresas pequenas sobreviverão, pois há uma demanda de investimentos e tecnologia", disse.

O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, anunciou ainda que a Braskem e a Petrobras farão uma oferta para comprar as ações minoritárias da Companhia Petroquímica do Sul (Copesul). Segundo ele, o valor a ser oferecido pelas ações será maior do que o sugerido na avaliação independente feita pelo Deutsch Bank e também vai embutir prêmio referente à valorização da Copesul no período anterior a negociação para a compra da Ipiranga.

Produção e distribuição

No dia 19, a Petrobras, a Braskem e o grupo Ultra anunciaram a compra, por US$ 4 bilhões (cerca de R$ 8,4 bilhões), de todas as ações do grupo Ipiranga, e ampliaram a participação do grupo tanto na produção quanto na distribuição de combustíveis. Com a negociação, a Petrobras também passará a compartilhar com a Braskem o controle da Copesul, a segunda maior central de matérias-primas da América Latina.

A participação da Petrobras na Copesul subiu de 15% para cerca de 36%. O controle acionário, porém, continua com o Grupo Braskem, com aproximadamente 64% da participação.

"Queremos ter uma postura mais ativa na gestão da Copesul", disse o diretor.

Com a negociação, a Petrobras vai incorporar 883 postos do grupo Ipiranga nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que deverá elevar sua participação de 34% para 38% no mercado de distribuição de combustíveis. Os demais postos da Ipiranga serão explorados pelo grupo Ultra.

Sem estatização

Apesar da posição ativa da Petrobras nesse processo de "reorganização", Costa afirmou que o fortalecimento do setor petroquímico "não passa pela estatização". O aumento da participação da Petrobras seria para "dar musculatura" ao produto brasileiro no mercado internacional. O diretor anunciou ainda que as negociações relativas ao Sudeste vão envolver o complexo petroquímico que a Petrobras vai instalar em Itaboraí (RJ).

Com a compra do grupo Ipiranga, a Petrobras voltou a atuar mais fortemente no ramo de segunda geração, ou seja, na produção do prolipropileno, base para a fabricação de plástico. Desde a década de 90, a empresa apenas fornecia matérias-primas, como o nafta e o propeno. "Não é nossa intenção voltar a ser dominante no setor petroquímico.

Queremos apenas gerar emprego, desenvolvimento e participar dos lucros", afirmou Costa. Ele garantiu que a empresa não vai "verticalizar" sua produção e atuar na chamada terceira geração, isto é, na transformação de resinas em plástico e outros produtos.

Biodiesel

Paulo Roberto Costa adiantou que os planos dos novos proprietários para a refinaria do grupo Ipiranga, em Rio Grande (RS), incluem a produção de biodiesel e outros produtos de maior valor agregado. "Queremos dar um upgrade na refinaria", definiu. Um grupo de trabalho levantará aspectos técnicos e comerciais da refinaria para identificar formas de aumentar o valor agregado da produção.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Empresários do Norte Fluminense prospectam negócios na R...
25/09/26
ROG.e 2026
ANP participou de mais de 40 palestras em evento que reú...
25/09/26
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25