Irregularidade

Petrobras pede 30 dias para apurar denúncia

Estatal teria recebido propina para fechar negócios.

Valor Econômico
19/02/2014 12:31
Visualizações: 572

 

A Petrobras pretende concluir em 30 dias a auditoria instaurada na semana passada para investigar denúncias de que funcionários da estatal teriam recebido suborno por meio de intermediários da SBM Offshore. Segundo denúncia de um ex-funcionário da empresa holandesa, dois terços dos US$ 139 milhões pagos a empresas do empresário Julio Faerman, que era representante comercial da SBM no Brasil, eram destinados a funcionários da Petrobras.
"Ao longo desse período [de 30 dias] não damos nenhuma informação sobre o assunto", disse ontem (18) Graça Foster. "Temos de trabalhar as informações obtidas para tomar posições", destacou. A executiva disse ainda que a Petrobras não revelaria as fontes com as quais estaria conversando sobre o assunto e nem os relatórios que estaria recebendo.
"Tudo isso será comunicado depois do processo de auditoria", afirmou Graça, durante um evento na sede da estatal.
A auditoria da Petrobras, que informou ter tomado conhecimento dos fatos pela reportagem publicada no Valor, se segue à da Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério da Justiça brasileiro. O tema está sob investigação do Ministério Público da Holanda, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e autoridades inglesas e teve como ponto de partida notificação feita pela própria SBM em 2012.
Ontem, a Faercom Energia e a Oildrive Consultoria em Energia e Petróleo publicaram nota conjunta nos jornais confirmando informações já publicadas. A nota afirma que as duas empresas, que têm membros da família Faerman como acionistas e Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva como sócio na Oildrive (com 49%), atuaram por mais de 30 anos como representantes comerciais exclusivas da SBM Offshore no Brasil.
E que a relação comercial "teve por objetivo prover serviços e equipamentos à Petrobras", sem mencionar outras empresas. E, ainda, que em 2012 a SBM "decidiu atuar em todo o mundo, inclusive no Brasil, através de estruturas comerciais próprias", o que levou, segundo as empresas "a uma não continuidade de seus contratos de representação".
Entretanto, fontes do 'Valor' informam que a partir de suas investigações internas, que começaram em 2012, a SBM demitiu pelo menos um executivo do seu alto escalão, afastou outros e desfez contratos com as empresas que recebiam por meio de comissões, inclusive os mencionados na reportagem.
Questionada na semana passada, a assessoria da SBM em Mônaco não forneceu informações ao Valor sobre Hanny Tagher, que seria ex-diretor de marketing e vendas da SBM. Tagher é mencionado na denúncia do ex-funcionário da SBM (que publicou os dados na internet) como sendo quem explicou à comissão interna como se dava a divisão das comissões pagas às empresas de Faerman. Tagher não aparece como executivo da SBM.
A nota da Faercom e da Oildrive afirma ainda que as empresas "estão prontas a prestar todo e qualquer esclarecimento acerca de suas atividades". Procurados novamente, os representantes da Faercom e da Oildrive ainda não responderam ao pedido de entrevista do 'Valor'.

A Petrobras pretende concluir em 30 dias a auditoria instaurada na semana passada para investigar denúncias de que funcionários da estatal teriam recebido suborno por meio de intermediários da SBM Offshore. Segundo denúncia de um ex-funcionário da empresa holandesa, dois terços dos US$ 139 milhões pagos a empresas do empresário Julio Faerman, que era representante comercial da SBM no Brasil, eram destinados a funcionários da Petrobras.

"Ao longo desse período [de 30 dias] não damos nenhuma informação sobre o assunto", disse ontem (18) Graça Foster. "Temos de trabalhar as informações obtidas para tomar posições", destacou. A executiva disse ainda que a Petrobras não revelaria as fontes com as quais estaria conversando sobre o assunto e nem os relatórios que estaria recebendo.

"Tudo isso será comunicado depois do processo de auditoria", afirmou Graça, durante um evento na sede da estatal.

A auditoria da Petrobras, que informou ter tomado conhecimento dos fatos pela reportagem publicada no 'Valor', se segue à da Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério da Justiça brasileiro. O tema está sob investigação do Ministério Público da Holanda, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e autoridades inglesas e teve como ponto de partida notificação feita pela própria SBM em 2012.

Ontem, a Faercom Energia e a Oildrive Consultoria em Energia e Petróleo publicaram nota conjunta nos jornais confirmando informações já publicadas. A nota afirma que as duas empresas, que têm membros da família Faerman como acionistas e Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva como sócio na Oildrive (com 49%), atuaram por mais de 30 anos como representantes comerciais exclusivas da SBM Offshore no Brasil.

E que a relação comercial "teve por objetivo prover serviços e equipamentos à Petrobras", sem mencionar outras empresas. E, ainda, que em 2012 a SBM "decidiu atuar em todo o mundo, inclusive no Brasil, através de estruturas comerciais próprias", o que levou, segundo as empresas "a uma não continuidade de seus contratos de representação".

Entretanto, fontes do 'Valor' informam que a partir de suas investigações internas, que começaram em 2012, a SBM demitiu pelo menos um executivo do seu alto escalão, afastou outros e desfez contratos com as empresas que recebiam por meio de comissões, inclusive os mencionados na reportagem.

Questionada na semana passada, a assessoria da SBM em Mônaco não forneceu informações ao 'Valor' sobre Hanny Tagher, que seria ex-diretor de marketing e vendas da SBM. Tagher é mencionado na denúncia do ex-funcionário da SBM (que publicou os dados na internet) como sendo quem explicou à comissão interna como se dava a divisão das comissões pagas às empresas de Faerman. Tagher não aparece como executivo da SBM.

A nota da Faercom e da Oildrive afirma ainda que as empresas "estão prontas a prestar todo e qualquer esclarecimento acerca de suas atividades". Procurados novamente, os representantes da Faercom e da Oildrive ainda não responderam ao pedido de entrevista do 'Valor'.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Atualização: Extensão do prazo de flexibilização excepci...
06/05/26
Gestão
ANP publica Relatório de Gestão 2025
06/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI SESI expande atuação s...
06/05/26
Energia Elétrica
Modelo simplificado viabilizou 70% das migrações ao merc...
06/05/26
Investimentos
Biocombustíveis podem adicionar até R$ 403,2 bilhões ao PIB
05/05/26
Bacia de Santos
Acordos de Individualização da Produção (AIP) das Jazida...
05/05/26
Energia Solar
ENGIE investirá R$ 5 milhões em três projetos para inova...
05/05/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Média de abril é a mais baixa em quase doi...
05/05/26
Pessoas
Josiani Napolitano assume presidência da ABiogás em mome...
05/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI realiza edição interna...
04/05/26
Reconhecimento
BRAVA Energia recebe prêmio máximo global do setor pelo ...
04/05/26
Internacional
Brasil reafirma protagonismo tecnológico na OTC Houston ...
04/05/26
Pré-Sal
PPSA encerra 2025 com lucro líquido de R$ 30,1 milhões
04/05/26
Resultado
Com 5,531 milhões boe/d, Brasil segue com produção recor...
04/05/26
Sustentabilidade
Ipiranga lança Relatório de Sustentabilidade 2025 com av...
02/05/26
Internacional
Brasil reafirma protagonismo tecnológico na OTC Houston ...
02/05/26
Combustíveis
Diesel lidera alta dos combustíveis em abril, mostra Mon...
30/04/26
Reconhecimento
BRAVA Energia recebe prêmio máximo global do setor pelo ...
30/04/26
Etanol
E32 impulsiona etanol e reforça liderança do Brasil em b...
30/04/26
Meio Ambiente
Brasil aparece entre maiores emissores de metano em ater...
30/04/26
Oferta Permanente
Audiência pública debate inclusão de novos blocos no edi...
30/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.