Diesel

Petrobras pode avaliar política de hedge para diesel, diz CEO

Reuters, 10/09/2018
10/09/2018 18:00
Visualizações: 1830

A Petrobras deve estudar a possibilidade de utilizar operações de hedge para evitar um excesso de volatilidade nos reajustes do diesel, após o encerramento de uma política de subsídios ao combustível no Brasil que deve vigorar até o final do ano, disse a jornalistas nesta segunda-feira o presidente da petroleira, Ivan Monteiro.

A fala vem após a estatal ter anunciado na semana passada a aprovação pela diretoria da opção de adotar um mecanismo de hedge para a gasolina.

Com a iniciativa, toda vez que a empresa antever uma volatilidade no mercado, poderá congelar por até 15 dias o preço do combustível na refinaria e comprar futuros de gasolina nos EUA com base nos volumes diários comercializados para não incorrer em perdas financeiras.

"A gente vai olhar principalmente o que está acontecendo em relação a essa experiência na gasolina e eventualmente poderia aplicar no diesel também... agora ainda é muito preliminar... é algo que a gente pode vir a fazer também para o diesel, mas até o momento sem nenhum tipo de decisão interna na companhia", disse Monteiro, durante coletiva de imprensa em São Paulo.

O programa de subsídio ao diesel foi lançado após uma histórica greve de caminhoneiros em maio, contra os altos preços do combustível. A paralisação causou sérios danos à economia brasileira e também teve como consequência a renúncia de Pedro Parente da presidência da Petrobras.

Durante toda a sua gestão, Parente sempre defendeu a independência de a Petrobras estabelecer preços, sem interferências governamentais, e que os ajustes deveriam ocorrer quase que diariamente, para que a empresa pudesse garantir rentabilidade e evitar perdas de mercado.

Monteiro negou que o programa tenha sido discutido com economistas de candidatos à Presidência com os quais representantes da empresa têm se encontrado para apresentar resultados e planos da petroleira estatal.

Até o momento, não há informação de que a Petrobras já tenha sido autorizada pela reguladora ANP a receber os subsídios que podem ter somado até 30 centavos de real por litro.

A conversa com os jornalistas nesta segunda-feira ocorreu após a diretoria da companhia ter realizado um encontro com analistas de mercado em São Paulo para apresentar resultados da empresa.

Na ocasião, os executivos previram que a dívida líquida da estatal deverá alcançar 69 bilhões de dólares no fim deste ano, ante 85 bilhões de dólares em 2017, à medida que o programa de gestão de endividamento dá resultados.

Otimismo com futuro

Monteiro admitiu aos jornalistas que os preços do petróleo Brent acima dos 70 dólares auxiliaram na trajetória de redução da dívida da companhia, uma vez que as estimativas do plano de negócios da empresa previam os valores em cerca de 53 dólares neste ano.

O executivo ainda se mostrou otimista com o comportamento futuro dos preços.

"De um modo geral, a gente vê muita consistência, todos relatórios de todos previsores apontam que isso deve continuar para o ano de 2019 e eventualmente até para o próprio ano de 2020", disse Monteiro, aos jornalistas.

A respeito do bilionário plano de desinvestimentos, Monteiro reiterou que ainda não há decisão sobre a possibilidade de venda da participação da Petrobras na Braskem. Do ponto de vista estratégico, a empresa vem estudando internamente qual deveria ser a presença da Petrobras na petroquímica.

A Petrobras quer estar preparada para uma possível decisão do grupo LyondellBasell de comprar a participação da Odebrecht na Braskem. As negociações vem ocorrendo há meses.

"A partir do momento em que a gente for notificado (do fim das negociações) tem um prazo de até 60 dias para fazer análise interna; evidentemente, a gente não está aguardando ser notificado", afirmou.

"Essa discussão ia ser colocada em prática ou ia ser externada um pouco mais adiante, na revisão do planejamento para 2019-2023, e a gente antecipou justamente porque a gente acha que pode haver um evento importante, que é o que fazer, qual vai ser a decisão da Petrobras em relação aos termos do acordo da LyondellBasell com a Odebrecht", afirmou.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energia Elétrica
Neoenergia renova mais três concessões e anuncia investi...
08/05/26
Sustentabilidade
Prêmio Firjan de Sustentabilidade: inscrições abertas at...
08/05/26
Cobertura OTC
ANP participa de uma das maiores conferências do mundo s...
08/05/26
Firjan
Voto pela inconstitucionalidade da lei dos royalties é o...
08/05/26
Mão de Obra
Censo 2026 vai mapear perfil socioeconômico de trabalhad...
07/05/26
Internacional
ANP e PPSA realizam evento exclusivo em Houston para pro...
07/05/26
Workshop
ANP faz workshop para dinamizar a exploração de petróleo...
07/05/26
Parceria
Halliburton e Shape Digital firmam colaboração estratégi...
06/05/26
ROG.e
ROG.e 2026 reunirá CEOs de TotalEnergies, Galp, TGS e Ry...
06/05/26
Oportunidade
CNPU 2025: ANP convoca candidatos de nível superior a se...
06/05/26
Combustíveis
Atualização: Extensão do prazo de flexibilização excepci...
06/05/26
Gestão
ANP publica Relatório de Gestão 2025
06/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI SESI expande atuação s...
06/05/26
Energia Elétrica
Modelo simplificado viabilizou 70% das migrações ao merc...
06/05/26
Investimentos
Biocombustíveis podem adicionar até R$ 403,2 bilhões ao PIB
05/05/26
Bacia de Santos
Acordos de Individualização da Produção (AIP) das Jazida...
05/05/26
Energia Solar
ENGIE investirá R$ 5 milhões em três projetos para inova...
05/05/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Média de abril é a mais baixa em quase doi...
05/05/26
Pessoas
Josiani Napolitano assume presidência da ABiogás em mome...
05/05/26
Internacional
Na OTC Houston 2026, Firjan SENAI realiza edição interna...
04/05/26
Reconhecimento
BRAVA Energia recebe prêmio máximo global do setor pelo ...
04/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.