Negócios

Petrobras pode vender ativos no Golfo do México

Recursos seriam direcionados para reservas brasileiras.

Agência Estado
03/10/2012 11:05
Visualizações: 916

 

A Petrobras pode vender até US$ 6 bilhões em ativos no Golfo do México, em uma das suas maiores ações de desinvestimento, à medida que a companhia entra em uma nova era de austeridade em função da desaceleração no mercado global de commodities. A informação é do jornal britânico "Financial Times".
De acordo com a publicação, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, informou que as negociações para a venda dos ativos no Golfo do México se focam agora em três potenciais compradores. Os acordos podem ser fechados no começo do ano que vem. "Nós estamos muito próximos de fechar o acordo", comentou Graça Foster, que tem insistido em amplos cortes de gastos na estatal desde que assumiu o comando, em janeiro.
Graça Foster estima que os ativos de exploração da Petrobras no Golfo valem cerca de US$ 8 bilhões, explicando que a companhia está pronta para vender uma fatia entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões, sendo que pode abrir mão do controle de alguns blocos. Embora não tenha citado quem são os possíveis compradores, a imprensa menciona como potenciais interessadas as empresas Shell, Exxon, Chevron e BP.
Os recursos levantados com essas vendas devem ser direcionados para o desenvolvimento das reservas de petróleo offshore no Brasil, que já devem consumir boa parte dos US$ 236,5 bilhões em investimentos previstos pela companhia para os próximos quatro anos. Além disso, o dinheiro deve suavizar preocupações com o desempenho da estatal, que teve prejuízo no segundo trimestre deste ano, no primeiro resultado negativo em 13 anos.
De acordo com o FT, os lucros da Petrobras também estão sendo pressionados pelo aumento nos custos operacionais, em função das rígidas exigências de componentes locais nas plataformas e navios. Outro fator é o controle que o governo exerce sobre os preços dos combustíveis. Embora tenha conseguido aumentar um pouco os preços da gasolina e do diesel vendidos às refinarias em junho, a petroleira ainda precisa importar petróleo para atender à demanda doméstica.
"A convergência dos preços locais e internacionais é extremamente importante, ainda mais quando se considera o tamanho dos nossos investimentos", comentou Graça Foster na entrevista ao FT.

A Petrobras pode vender até US$ 6 bilhões em ativos no Golfo do México, em uma das suas maiores ações de desinvestimento, à medida que a companhia entra em uma nova era de austeridade em função da desaceleração no mercado global de commodities. A informação é do jornal britânico "Financial Times".


De acordo com a publicação, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, informou que as negociações para a venda dos ativos no Golfo do México se focam agora em três potenciais compradores. Os acordos podem ser fechados no começo do ano que vem. "Nós estamos muito próximos de fechar o acordo", comentou Graça Foster, que tem insistido em amplos cortes de gastos na estatal desde que assumiu o comando, em janeiro.


Graça Foster estima que os ativos de exploração da Petrobras no Golfo valem cerca de US$ 8 bilhões, explicando que a companhia está pronta para vender uma fatia entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões, sendo que pode abrir mão do controle de alguns blocos. Embora não tenha citado quem são os possíveis compradores, a imprensa menciona como potenciais interessadas as empresas Shell, Exxon, Chevron e BP.


Os recursos levantados com essas vendas devem ser direcionados para o desenvolvimento das reservas de petróleo offshore no Brasil, que já devem consumir boa parte dos US$ 236,5 bilhões em investimentos previstos pela companhia para os próximos quatro anos. Além disso, o dinheiro deve suavizar preocupações com o desempenho da estatal, que teve prejuízo no segundo trimestre deste ano, no primeiro resultado negativo em 13 anos.


De acordo com o FT, os lucros da Petrobras também estão sendo pressionados pelo aumento nos custos operacionais, em função das rígidas exigências de componentes locais nas plataformas e navios. Outro fator é o controle que o governo exerce sobre os preços dos combustíveis. Embora tenha conseguido aumentar um pouco os preços da gasolina e do diesel vendidos às refinarias em junho, a petroleira ainda precisa importar petróleo para atender à demanda doméstica.


"A convergência dos preços locais e internacionais é extremamente importante, ainda mais quando se considera o tamanho dos nossos investimentos", comentou Graça Foster na entrevista ao FT.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Terminais
Ultracargo finaliza investimentos em melhorias no termin...
11/08/26
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
Gás Natural
Gas release: ANP aprova relatório e abertura de consulta...
07/08/26
ANP
Fórum da ANP na Rio Innovation Week teve mais de 20 pain...
07/08/26
Remuneração aos Acionistas
Pagamento de remuneração aos acionistas de R$ 17,4 bilhõ...
07/08/26
Biometano
ANP aprova resolução sobre especificação e controle da q...
07/08/26
Resultado
Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026
07/08/26
Margem Equatorial
Firjan SENAI leva para o Amapá o programa Rede de Oportu...
07/08/26
Mobilidade Urbana
Scania e Caio lançam novo ônibus a gás/biometano Padron ...
07/08/26
Etanol
Venda de etanol em junho supera os 3 bilhões de litros
06/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.