GNL

Petrobras pode vender GNL ao Uruguai

Estatal estuda instalar um terminal de regaseificação no país vizinho e investir até US$ 400 milhões. Inicialmente concebido como solução para o abastecimento interno, o Gás Natural Liqüefeito (GNL) será também produto de exportação da Petrobras.

Gazeta Mercantil
28/06/2007 00:00
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Estatal estuda instalar um terminal de regaseificação no país vizinho e investir até US$ 400 milhões. Inicialmente concebido como solução para o abastecimento interno, o Gás Natural Liqüefeito (GNL) será também produto de exportação da Petrobras. A companhia estuda a viabilidade de um terminal de regaseificação do combustível no Uruguai, para abastecer o mercado local e a Argentina. O investimento no projeto é da ordem de US$ 300 milhões, podendo chegar a US$ 400 milhões dependendo da quantidade de gás que será comercializada, conforme revela o gerente-executivo da empresa brasileira para o Cone Sul, Décio Oddone. "O projeto está sob avaliação. O volume dependerá do potencial de mercado e é isso que estamos estudamos agora", disse o executivo. A Petrobras já controla as duas distribuidoras de gás do Uruguai: a Conecta, que abastece o interior, e Distribuidora de Gás de Montevidéu, responsável pela capital (antiga Gaseba). A estatal brasileira também atua na distribuição de derivados de petróleo, com 100 postos de gasolina no Uruguai. O potencial do Uruguai é de um milhão de metros cúbicos, mas o da Argentina supera em mais de cinco vezes, dependendo dos contratos que os argentinos estabelecerem nos próximos anos. O país importa gás da Bolívia. No Brasil, a Petrobras já tem dois projetos de GNL contratados e negocia mais um, além de outros dois em estudo. O primeiro terminal será instalado na Baía da Guanabara e começará a produzir em 2008. A segunda embarcação ficará em Pecém (Ceará) e tem data de início prevista para abril de 2009. Os locais que poderão abrigar os outros três projetos de GNL em estudo São Francisco do Sul (SC), Aratu (BA), Suape (PE) e Itaqui (MA). O diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou que a viabilidade de projetos de gás dependerá da demanda, a exemplo do Gasoduto do Sul, projeto da estatal em parceria com a Venezuela. O projeto está em fase de estudos de viabilidade e dependerá, portanto, do ritmo de crescimento do mercado consumidor. Além do gás da Bolívia, da ordem de 26 milhões de metros cúbicos por dia (chegará a 30 milhões) e dos projetos de GNL, que somam pelo menos 21 milhões - os dois já aprovados -, a Petrobras elaborou um plano de investimentos para antecipar a produção do combustível. Somente para a exploração e desenvolvimento, foram reservados US$ 11 bilhões de 2007 a 2011. Nos gasodutos e na infra-estrutura para importar o Gás Natural Liqüefeito (GNL), a Petrobras investirá US$ 6,5 bilhões. Para escoar o gás do Sudeste para o Nordeste, a empresa está construindo o Gasene. O projeto Urucu-Manaus também saiu do papel após anos de indefinições. A maior parte da produção de Urucu, reserva rica em gás natural em plena floresta amazônica, é reinjetada aos poços. Fonte: Gazeta Mercantil, ,, ,, ,, ,
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