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Petrobras tem primeira queda de produção desde 1994

Decréscimo de 3% da produção de óleo neste ano foi resultado do atraso das plataformas P-43 e P-48. Presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, diz que empresa compensará resultado com aumento de 15% da produção em 2005.


17/12/2004 00:00
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A produção da Petrobras em 2004 deverá ser 3% menor do que em 2003, o que representa a primeira queda deste indicador em dez anos. O presidente da companhia, José Eduardo Dutra, e o diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, justificaram que a queda foi provocada pelos atrasos das plataformas P-43 e P-48, que já deveriam ter entrado em produção nos campos de Barracuda e Caratinga. Dutra minimizou o fenômeno, no entanto, ao afirmar que a expectativa da companhia é alcançar, no próximo ano, um aumento de 15% da produção.
Estrella explicou que a queda de produção natural dos campos petrolíferos é de 10% ao ano. Por isso, a indústria exige grandes projetos como o das plataformas P-43 e P-48 - cada uma com capacidade de produção de 150 mil barris diários - para garantir a melhor rentabilidade dos programas exploratórios. Segundo o executivo, o impacto decorrente do atraso é grande e a queda de produção de apenas 3% caracteriza, inclusive, um aspecto positivo. Dutra disse que foi um grande feito a produção ter se mantido nesses patamares.
Dutra afirmou que, quando a companhia ampliar em 15% sua produção, atingirá uma média anual de 1,72 milhão de barris por dia. Segundo Estrella, o pico de produção pode chegar a 1,9 milhão de barris por dia no final de 2005, o que superaria o consumo brasileiro, calculado atualmente em 1,85 milhão de barris por dia. A auto-suficiência, no entanto, continua prevista para 2006, quando a média anual de produção deverá superar o consumo.
Além das plataformas P-43 e P-48, as plataformas P-50 e P-34 também entrarão em operação em 2005. Estrella lembrou, ainda, que o grande diferencial da companhia, em relação ao último planejamento estratégico, foi a diversificação de suas áreas de exploração, antes muito concentradas na Bacia de Campos e na produção de óleo pesado. "Este ano temos áreas de produção nas bacias de Santos, Espírito Santo, Sergipe e Alagoas, Jequitinhonha, além de maior diversidade de óleo leve e gás natural", analisa o executivo.
Estrella também destacou o desempenho das áreas terrestres nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Rio Grande Norte que, juntos, produzem 160 mil barris por dia.

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