BNDES

Petrobras terá US$ 1 bilhão para plataformas

Valor Econômico
04/12/2008 02:42
Visualizações: 1509

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prepara-se para voltar a financiar projetos de plataformas da Petrobras em 2009. A diretoria do banco deve analisar este mês a aprovação de dois empréstimos para a Petrobras no total de US$ 1 bilhão. Um deles, de US$ 314 milhões, destina-se à construção do casco da P-55 enquanto o outro, de US$ 720 milhões, irá financiar a parte superior (topside) da P-56.

 

O BNDES tem a expectativa de financiar outros projetos para a Petrobras no ano que vem, o que poderá elevar os valores dos empréstimos à companhia. No fim de novembro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) eliminou os limites de endividamento da Petrobras no mercado financeiro doméstico. A decisão deu mais flexibilidade para a empresa buscar, no mercado nacional, recursos para seus investimentos.

 

Em 2008, não houve liberações de recursos, pelo BNDES, para novas plataformas da Petrobras. Os projetos de plataformas já aprovados no banco tiveram os desembolsos feitos até 2007 e os financiamentos entraram em fase de amortização. De 1998 a 2005, o BNDES contratou financiamentos de cerca de US$ 1,5 bilhão para a construção de plataformas da Petrobras, incluindo os projetos EVM, Barracuda-Caratinga, P-51 e P-52.

 

Para 2009, uma das possibilidades é de que o BNDES venha a financiar também a P-57, plataforma com contrato de construção de mais de US$ 1 bilhão que terá uma parte construída no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ). Existe ainda a oportunidade de o banco financiar o topside da P-55. Na segunda-feira, a Petrobras assinou contrato de cerca de US$ 850 milhões para a integração do casco da P-55 com o consórcio Top-55, formado por Queiroz Galvão, Iesa e UTC Engenharia.

 

O consórcio construirá a parte superior do convés e fará a integração dos módulos de processo da plataforma P-55. O BNDES ainda não recebeu consultas sobre financiamentos para a P-57 e o topside da P-55. Em todos os casos, o banco financia bens e serviços nacionais das plataformas e exige índices elevados de nacionalização nos projetos.

 

No caso da P-55 e da P-56, os projetos serão financiados por meio da linha de exportação “pós-embarque” do BNDES, que financia a comercialização de bens e serviços brasileiros no exterior. A modalidade de financiamento usada nas operações explica-se pelo fato de as duas plataformas terem sido encomendadas por uma subsidiária da Petrobras na Holanda, a PNBV. Segundo a Petrobras, o financiamento à exportação para ativos de empresas no exterior é prática comum no mercado.

 

Isso porque, apesar de as plataformas operarem no Brasil, elas pertencem a uma empresa no exterior, a PNBV. A operação prevê que, quando concluída a construção da plataforma, ocorre a transferência do ativo para o proprietário por meio da figura da exportação ficta, que é seguida da assinatura de um contrato de afretamento para operar a unidade em águas brasileiras. A Petrobras tem como estratégia concentrar os ativos de exploração e produção (E&P) nessa subsidiária holandesa.

 

O casco da plataforma P-55 está em construção no estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco. O presidente do estaleiro, Ângelo Bellelis, disse que a empresa está começando a montagem dos blocos do casco. O estaleiro recebeu cerca de 20 mil toneladas de chapas de aço para a obra. A previsão é de que no primeiro trimestre de 2009 os blocos sejam enviados, via marítima, para Rio Grande (RS), onde será feita a montagem final da plataforma, destinada ao campo de Roncador, na Bacia de Campos. O investimento total no casco da P-55 é estimado em US$ 393 milhões, dos quais US$ 314 milhões devem ser financiados pelo BNDES.

 

No caso da P-56, o investimento total é de US$ 1,49 bilhão, dos quais US$ 720 milhões foram solicitados ao banco. A P-56 é um clone da P-51 e será construída pelo mesmo consórcio, o FSTP (Keppel Fels e Technip), no estaleiro Brasfels (RJ). A plataforma tem requisito de conteúdo nacional.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Com 5,597 milhões de boe/d, a produção nacional de petró...
01/07/26
Bioenergia
Hora do jogo: começa hoje o 19º Congresso Nacional da Bi...
01/07/26
Firjan
ABDAN e FIRJAN lançam Agenda Nuclear para um Brasil Comp...
01/07/26
SOG 2026
Distribuição de gás em Sergipe entra na agenda estratégi...
30/06/26
Energy Summit
CPFL Energia está entre os destaques do Energy Summit Aw...
30/06/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2025
30/06/26
Energy Summit
Copa Energia lança desafio de inteligência artificial pa...
30/06/26
Fenasucro
FenaBio debate avanço do SAF e o papel do Brasil na avia...
30/06/26
Transição Energética
Evento reúne especialistas para discutir os desafios e o...
29/06/26
ANP
Royalties: valores referentes à produção de abril foram ...
29/06/26
Combustível
Etanol fecha a semana em alta e amplia recuperação no me...
29/06/26
Margem Equatorial
Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial p...
27/06/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP divulga empresas aptas a particip...
26/06/26
Energia Elétrica
Demanda por energia elétrica cai quase 11% nos jogos do ...
26/06/26
FPSO
MODEC e Eld Energy assinam Memorando de Entendimento par...
26/06/26
Biometano
Com apoio da ABiogás e da SEMIL, USP inaugura usina de e...
26/06/26
Rio de Janeiro
PIB do estado do Rio cresce 4,2%, puxado pelo desempenho...
26/06/26
Gás Natural
Naturgy investe R$ 4,7 milhões em infraestrutura de gás ...
26/06/26
GNL
Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos termina...
26/06/26
Fertilizantes
Petrobras assina contratos para retomada das obras da UF...
26/06/26
Acordo
Acelen Renováveis e Trafigura assinam acordo estratégico...
26/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.