Etanol

Petrobras vai exportar álcool para térmicas no Japão

O etanol brasileiro exportado pela Petrobras poderá ser utilizado para o despacho de térmicas no Japão. A oportunidad surgiu uma vez que o país tem limitações ambientais para gerar mais energia e sofre problemas logísticos para aplicar etanol no setor automotivo.


06/12/2006 00:00
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O etanol exportado para o Japão poderá ser utilizado para o despacho de termelétricas no país asiático ao invés de ser dedicado ao setor automotivo, informa o gerente executivo de abastecimento da Petrobras, Paulo Maurício Cavalcanti Golçalves.

As termoelétricas são uma oportunidade analisada na companhia uma vez que o Japão tem necessidade de ampliar sua produção de energia, mas sofre limitações do ponto de vista ambiental. Além disso, a utilização de etanol no motor ainda tem problemas logísticos devido a estrutura das redes de postos e motores no país. A tecnologia do álcool para térmicas ainda será testada no Brasil e no Japão, destaca.

O executivo informa que a meta de exportação de etanol pela Petrobras é de 3,5 milhões de m³ por ano, sendo a maior parte destina a atender ao mercado japonês. O acordo de exportação de álcool para o Japão engloba o memorando de entendimentos assinado com a companhia Mitsui, que tem objetivo de entrar na produção de etanol no país. "Eles entram na produção no Brasil e por outro lado a Petrobras entre no mercado japonês. O entendimento está calcado na necessidade de segurança de abastecimento que o Japão necessita e a Petrobras tem condições garantir", diz Gonçalves.

Em função de suas atividades internacionais, a Petrobras tem intensificado a busca por armazenamento no exterior, o que facilita as operações de trading. Segundo Gonçaves, a empresa busca arrendar capacidade de tancagem na Ásia, com foco no Japão, para um volume de aproximadamente 5 milhões de barris, no Panamá, que tem posição logística privilegiada como saída para os oceanos Atlântico e Pacífico e na Europa. "Nas outras regiões, a capacidade de armazenamento pode ser um pouco menor do que a da Ásia", pontua Gonçalves.

Além disso, a companhia detaca que toda a produção a ser exportada será de excedente. A companhia tem perspectivas de dobrar a produção de etanol com o desenvolvimento da tecnologia para a fabricação do bioetanol ou etanol lingnocelulose. O derivado é decorrente do reprocessamento do bagaço da cana-de-açúcar. A Petrobras pretende lançar uma planta piloto com essa tecnologia em 2008 e planeja a planta industrial para 2012.

Também está em estudos na Petrobras a tecnologia BTL (Biomassa to liquid) para a produção de diesel nos moldes do GTL (Gas to liquid). A expectativa é de que haja o lançamento da nova tecnologia em 2015.

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