Pré-sal

Petrogal prevê aumento de 50% de sua produção no Brasil

Redação/Assessoria Firjan
01/12/2018 12:20
Petrogal prevê aumento de 50% de sua produção no Brasil Imagem: Divulgação Visualizações: 854

A Petrogal participou na última quinta-feria, 29/11 da série "Desafios e Oportunidades para o Mercado de Petróleo e Gás", promovida pela Firjan, com o objetivo de apresentar a visão das operadoras e suas expectativas para o Brasil. A retomada dos investimentos em P&G e a mudança dos governos (estadual e federal) trazem novas perspectivas de crescimento, reforçando a relevância dos encontros para auxiliar as indústrias e todo encadeamento produtivo na sua estratégia e tomada de decisão.

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“Estamos numa transição de governo e poderemos ter mudanças, adaptações e correções, principalmente na área de regulamentação, melhorando a velocidade dos investimentos e desenvolvimento no Brasil”, destacou Raul Sanson, vice-presidente da Firjan, na abertura do evento, em 29/11. Nesse sentido, o Conselho Empresarial de Petróleo e Gás (P&G) da federação definiu uma pauta prioritária e está em contato com a equipe de transição do novo governo estadual, para trabalhar o melhor ambiente de negócios.

Segundo Sanson, a Firjan busca trabalhar em parcerias, a fim de apoiar as indústrias de bens e serviços e a cadeia de suprimentos, conectando-os aos novos players. “Hoje temos muitas empresas estrangeiras operando no país na área de óleo e gás e há previsão de novos leilões; por isso, precisamos fazer alianças, nos atualizar quanto às novas tecnologias e termos um planejamento da cadeia para o que virá pela frente”, comentou.

A articulação não acontece apenas no estado do Rio. “Estivemos num seminário em Mossoró (RN) sobre onshore, área em que as pequenas e médias empresas têm mais chances de fornecimento”, explicou.

Interesse no pré-sal

A Petrogal é atualmente a terceira maior produtora de P&G no Brasil, composta por dois acionistas, a portuguesa Galp com 70% de participação e a chinesa Sinopec, com 30%. Miguel Pereira, presidente da petroleira, falou sobre o potencial de crescimento para os próximos anos. “A Petrogal prevê alcançar uma produção acima de 150 mil barris de óleo equivalente por dia no Brasil até 2025”, afirmou. Hoje, a produção é de cerca de 100 mil.

De olho nas tendências do mercado de energia, a companhia tem como estratégia promover sua transição para a economia de baixo carbono e planeja investimentos de 5% a 15% em novos negócios. Pereira falou também sobre outras estratégias, que passam por oferecer soluções inovadoras; desenvolver tecnologia digital; aumentar o portfólio de exploração e produção (E&P) para ser mais lucrativa e resiliente; e ainda otimizar e expandir a presença em atividades de refino (downstream).

No Brasil, a Petrogal está presente em 27 projetos. “O primeiro, em 2000, tivemos a ousadia de entrar naquele que é hoje o maior ativo produtor do Brasil: o consórcio BM-S-11 (Lula e Iracema)”, afirmou o presidente. A companhia é parceira da Petrobras no campo de Lula, na Bacia de Santos.

Pereira anunciou também o início de produção nos campos Berbigão e Sururu, na área de Iara, em 2019, por meio de unidade replicante. Depois de 2020, prevê, pelo menos, recuperar dois bilhões de barris de petróleo de alta qualidade na área do Grande Carcará, onde espera iniciar a produção por volta de 2024.

A empresa planeja expandir sua presença no pré-sal do Brasil. “Acreditamos no Brasil e no pré-sal como um polo para o desenvolvimento da indústria”, afirmou Pereira. A Petrogal está apostando em projetos nas regiões de Uirapuru e Bacia de Campos, por considerar esses ativos como de grande potencial.

A Petrogal foi a última operadora do ano a visitar a Firjan. “É importante que as operadoras estejam dentro do ambiente da federação, pois com essa escuta próxima podemos ter um posicionamento mais alinhado com as reais necessidades desses grandes players e transmitir o conhecimento para o encadeamento produtivo. Além disso, é relevante vermos a dimensão dessas operadoras, não só focadas no óleo, mas em toda diversificação da matriz energética”, ressaltou Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação e superintendente geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP).

 

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