Mercado

Petróleo a US$ 61 pressiona custos e lucros no mundo

Valor Econômico/Ag.
28/06/2005 00:00
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O preço do petróleo bateu novos recordes. Os contratos para entrega em agosto chegaram a US$ 60,54 por barril em Nova York. Os contratos futuros de WTI estão cotados acima dos US$ 60 até outubro de 2006 - chegaram a ser negociados a US$ 60,95, o maior preço desde 1983. Em Londres, o tipo Brent para entrega em agosto atingiu US$ 59,30. Só em 2005, a alta aproxima-se dos 40%.
Os preços da energia aparentemente chegaram ao ponto máximo para muitas indústrias, enquanto o ritmo do aumento dos custos ultrapassa a capacidade das empresas de repassá-los aos consumidores. Executivos ao redor do mundo advertiram quanto ao decréscimo dos lucros de suas empresas.
Ações de empresas muito dependentes de energia, como as da indústria de transformação e as de transporte, foram as mais afetadas. Mesmo as que já haviam repassado parte do aumento do custo aos consumidores encontram dificuldades para fazer isso agora. As metalúrgicas, com o maior crescimento em anos, estão espremidas entre os altos custos da eletricidade e do carvão e a diminuição da demanda.
Os preços têm subido por conta das apostas dos investidores de que as refinarias e os produtores teriam dificuldades de atender a demanda de inverno no maior mercado consumidor do mundo, os EUA. Os analistas de petróleo também estão de olho no Irã, onde o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad venceu a eleição presidencial. Ele disse logo após sua vitória que iria favorecer os investimentos domésticos no setor de petróleo.
No Brasil, a Petrobras descarta reajustar o preço dos combustíveis. O diretor de abastecimento da estatal, Paulo Costa, acredita que, no fim do ano, o barril custará de US$ 50 a US$ 55 e, portanto, não há razão para reajustes. 

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