Mercado

Petróleo cai após sinais de demanda fraca

Jornal do Commercio
22/01/2010 09:34
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Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em queda na quinta-feira, pressionados por dados que mostraram um declínio na demanda norte-americana por combustíveis e por receios de que propostas para limitar o tamanho das instituições financeiras possa prejudicar as transações com commodities.


O contrato do petróleo para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) caiu US$ 1,66, ou 2,14%, a US$ 76,08 por barril - o menor nível de fechamento desde 22 de dezembro. O contrato do petróleo para fevereiro expirou ontem cotado a US$ 77,62 por barril. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent recuou US$ 1,74, ou 2,3%, para US$ 74,58 por barril.


O petróleo perdeu força após o Departamento de Energia (DOE) dos EUA anunciar que o volume de derivados de petróleo distribuídos no país caiu aproximadamente 1,8% nas quatro semanas encerradas em 15 de janeiro em relação a igual período do ano passado, quando a economia norte-americana ainda sofria os impactos mais severos da recessão. O dado é utilizado como um dos medidores do consumo de combustíveis nos EUA. As refinarias responderam ao declínio na demanda reduzindo a produção. A taxa de uso da capacidade das refinarias, segundo o DOE, caiu para 78,38% - o menor nível dos últimos 20 anos, excluindo ocasiões imediatamente posteriores à passagem de furacões no Golfo do México.


"As refinarias não querem produzir derivados porque a demanda é opaca e o dinheiro não está lá", disse Mike Zarembski, analista de commodities da OptionsXpress.


O corte no uso da capacidade das refinarias pode provocar uma redução nos estoques de combustíveis dos EUA nas próximas semanas e, em contrapartida, elevar os estoques de petróleo, que caíram 471 mil barris na semana passada devido principalmente à redução nas importações da commodity. Os estoques de destilados, que incluem o óleo para calefação e o diesel, encolheram 3,263 milhões de barris na semana encerrada em 15 de janeiro - declínio mais acentuado do que o previsto por analistas.
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