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Valor Econômico/ag.
O petróleo fechou em alta ontem por temores sobre o abastecimento de gasolina antes do início do verão no Hemisfério Norte. Em Nova York, os contratos do tipo WTI com entrega em maio subiram US$ 1,92, a US$ 52,29 por barril. Em Londres, o Brent avançou US$ 2,16, para US$ 52,94 por barril.
O avanço ocorreu em meio a uma série de problemas com refinarias nos estados americanos de Kansas, Louisiana e Texas. "Parece que os problemas nas refinarias estão por trás da elevação da gasolina e isso está pressionando o mercado", afirmou o analista Phil Flynn, do Alaron Trading, de Chicago.
A recuperação dos preços do petróleo deu fim a duas semanas de queda. Analistas prevêem que as reservas dos EUA devem subir pela décima semana consecutiva. A Administração de Informação de Energia divulga hoje os dados sobre os estoques americanos.
As petrolíferas mundiais não estão investindo o suficiente em prospecção e extração para acompanhar a demanda e manter os preços sob controle. Os produtores vão gastar US$ 176,8 bilhões este ano para encontrar e explorar campos de petróleo e gás, disse James Crandell, analista da Lehman Brothers que monitora esses gastos desde 1982. Trata-se de uma quantia inferior aos US$ 211 bilhões em gastos anuais que a Agência Internacional de Energia (AIE) diz serem necessários até 2030.
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