Preços

Petróleo opera em alta, apoiado por incertezas na oferta e com cautela sobre Irã

Dow Jones Newswires, 10/07/2018
10/07/2018 17:07
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O petróleo opera em território positivo na manhã desta terça-feira, com o contrato do Brent próximo da máxima em mais de três anos e meio. A commodity é apoiada por problemas na oferta em importantes produtores, bem como pela prolongada incerteza sobre a extensão das sanções dos Estados Unidos contra o Irã.

Às 8h30 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto subia 0,45%, a US$ 74,18 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro avançava 1,36%, a US$ 79,13 o barril, na ICE.

Greves de trabalhadores do setor de petróleo e gás na Noruega e no Gabão devem atingir a oferta, bem como problemas na oferta na Líbia e no Canadá, que já deixavam o mercado global mais restrito.

Analistas disseram que os preços mais altos indicavam que os investidores perdiam a confiança de que a alta na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) seria suficiente para compensar vários problemas na oferta.

"Os preços têm se sustentado bem, já que a alta na produção dos membros da Opep capazes disso levou a capacidade de oferta global perigosamente para baixo", afirmou Tamas Varga, analista da corretora PVM, acrescentando que problemas na oferta poderiam elevar o preço do Brent a US$ 100 o barril.

Os embarques de petróleo da Rússia e da Arábia Saudita aumentaram nas últimas semanas, após a Opep e seus aliados concordarem em produzir mais, o que diminui os estoques globais desde janeiro de 2017.

Analistas disseram que o principal fator no segundo semestre é quanto de petróleo iraniano será perdido no mercado internacional, após os EUA voltarem a impor sanções contra o país, em novembro. Clientes da Europa já reduziram bastante suas compras.

As exportações iranianas devem cair entre 800 mil a 1 milhão de barris por dia, em comparação com o nível atual, de 2,2 milhões de barris, afirmou o diretor de pesquisa para Oriente Médio e norte da África do banco MUFG, Ehsan Khoman. Nações como Síria, Índia, China e Turquia devem seguir como compradores, apesar do desejo dos EUA de reduzir a zero as exportações do Irã, acrescentou Khoman.

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