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Petróleo opera em alta, após relatório do API e à espera dos estoques dos EUA

Dow Jones Newswires, 09/08/2017
09/08/2017 18:19
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Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta quarta-feira, à espera da divulgação do dado oficial de estoques da commodity na última semana do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Ontem, o relatório do American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) mostrou queda de 7,8 milhões de barris na semana passada, o que beneficia os contratos nesta manhã, mesmo em meio à tensão geopolítica com a troca de ameaças entre Coreia do Norte e Estados Unidos.

Às 7h59 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro subia 0,55%, a US$ 49,44 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro avançava 0,59%, a US$ 52,45 o barril, na ICE.

O API afirmou que os estoques de petróleo recuaram 7,8 milhões de barris na semana passada. Caso a queda se confirme, seria a sexta semana seguida de baixa nos estoques no país. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal preveem queda de 2,7 milhões de barris nos estoques de petróleo hoje. Além disso, serão monitorados os números de produção do país. O dado oficial do DoE sai às 11h30.

Caso o recuo nos estoques se confirme, seria uma boa notícia para um mercado que tem sido contido pelo excesso de oferta, ajudado em parte pela produção consistentemente forte dos EUA nos últimos anos.

Apesar do potencial recuo, porém, o quadro geral de crescimento continuado na produção se mantém, segundo analistas do Commerzbank. O banco afirmou em nota que, até o fim de 2018, a produção americana deve subir para mais de 10 milhões de barris por dia.

O persistente excesso de oferta global levou membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros grandes produtores de fora do cartel a implementar um acordo no fim do ano passado voltado a reduzir a produção de petróleo. O acordo, porém, renovado em maio, não tem conseguido até agora conter o excesso de oferta, por causa do nível fraco de cumprimento da iniciativa por alguns dos membros do cartel e pela produção forte dos EUA.

Mais cedo nesta semana, a Arábia Saudita e outros participantes do acordo, como a Rússia, enfatizaram a Iraque, Emirados Árabes e outros países que devem se adequar aos cortes na produção. Na terça-feira, dois funcionários do setor de petróleo saudita disseram que o país se comprometeu a cortar as exportações para a maior parte de seus compradores na Ásia - maior região consumidora de petróleo no mundo - em até 10% em setembro para cumprir o acordo.

A corretora PVM, porém, diz que a queda nas exportações pode ter pouco impacto para reequilibrar o mercado. Segundo ela, qualquer redução na oferta saudita deve ser preenchida por outros produtores.

Além disso, os mercados avaliam o potencial impacto de uma escalada nas tensões entre a Coreia do Norte e os EUA. Uma "perda de confiança" na região da Ásia poderia pesar sobre o crescimento global e consequentemente nos preços do petróleo, disse Olivier Jakob, analista da Petromatrix.

Investidores também aguardam os relatórios mensais da Opep e da Agência Internacional de Energia (AIE), na quinta-feira e na sexta-feira, respectivamente.

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