Preço

Petróleo opera em alta, com foco na volta à operação de refinarias dos EUA

Dow Jones Newswires, 05/09/2017
05/09/2017 09:40
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Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta terça-feira, em resposta à volta das operações em algumas refinarias dos Estados Unidos fechadas na semana passada por causa da passagem da tempestade Harvey. O mesmo motivo pressiona os preços da gasolina.

Às 7h43 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 1,40%, a US$ 47,95 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 0,65%, a US$ 52,68 o barril, na ICE.

As refinarias voltam a operar e isso impulsiona a demanda pelo petróleo dos EUA e "apoia os preços do petróleo", segundo Ehsan Ul-Haq, diretor da consultoria Resource Economist. "Gradualmente, os preços dos produtos refinados irão recuar para onde estavam antes do furacão", previu ele.

Os preços da gasolina atingiram máxima em dois anos na semana passada após Harvey - rebaixado a depressão tropical - prejudicar mais de 20% da capacidade de refino dos EUA, o que gerou o temor de uma falta de combustíveis em todo o país.

A Colonial Pipeline, que opera um oleoduto crucial responsável por levar gasolina do Texas à Costa Leste, informou que pretende retomar o envio do combustível hoje. O contrato de referência da gasolina na Nymex recuava 1,76%, a US$ 1,75 o galão.

Os especialistas, porém, esperam que parte da capacidade de refino siga prejudicada nas próximas semanas e dizem que as exportações da Costa Leste americana devem levar mais tempo para voltar ao normal. Analistas da JBC Energy argumentam que, com isso, rotas comerciais pouco usuais se abrem, entre elas a compra potencial de combustível para aeronaves do nordeste da Ásia.

Além disso, operadores e analistas monitoram de perto o impacto potencial das tensões entre os EUA e a Coreia do Norte nos mercados. O governo dos EUA na segunda-feira pediu "as sanções mais fortes possíveis" contra Pyongyang durante uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, após o regime norte-coreano testar uma bomba nuclear no domingo. Analista da PVM Associates, Tamas Varga diz que a tensão entre potências globais pode gerar problemas para a demanda por petróleo.

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