Preços

Petróleo próximo de US$ 46

Jornal do Brasil
13/08/2004 00:00
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A violência dos homens no Iraque e a da natureza no Golfo do México fizeram os preços do petróleo atingirem novos recordes nos principais mercados internacionais ontem. O recrudescimento da luta entre rebeldes e tropas americanas aumentou o temor de ataques à infra-estrutura petrolífera do Iraque, enquanto uma série de tempestades ameaça plataformas no Golfo do México, lançando mais sombras de cortes na produção, já delineadas pelo medo de interrupção dos trabalhos da gigante russa Yukos e na Venezuela, onde um plebiscito neste fim de semana decide o futuro do presidente Hugo Chávez.
Na Bolsa Mercantil de Nova York, o preço do barril do tipo leve, referência local, deixou definitivamente para trás a marca dos US$ 45 e caminha para os US$ 46. Durante o dia, a cotação chegou a US$ 45,75, valor máximo histórico, antes de fechar a US$ 45,50, em alta de 1,56% e novo preço final recorde. Já no International Petroleum Exchange de Londres, principal mercado de energia do mundo, o barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 1,83%, a US$ 42,33, após ter atingido marca histórica de US$ 42,56 durante os negócios.
Diante das seguidas altas do petróleo, o Conselho de Administração da Petrobras se reúne hoje para decidir sobre eventual novo reajuste dos combustíveis. Oficialmente, a estatal não comenta o assunto, mas, segundo um executivo ligado à empresa, o governo não quer segurar os preços agora para se ver, depois, na obrigação de promover aumento em data mais próxima das eleições municipais.
A alta do petróleo também pesou nas bolsas internacionais. Em Nova York, a queda do Dow Jones, principal indicador do mercado, foi de 1,24%, empurrada ainda pelos maus resultados de algumas empresas. No Brasil, bem que a Bolsa de Valores de São Paulo tentou subir, mas acabou arrastada pelo desempenho ruim dos mercados internacionais e fechou estável, com o Ibovespa marcando 21.570 pontos. No mercado de câmbio, a disparada do petróleo também minimizou os efeitos positivos da entrada de recursos no país e o dólar fechou em leve baixa de 0,09%, a R$ 3,035.

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