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Valor Econômico/ag.
O preço do petróleo voltou a subir ontem após após cair ao menor nível em sete semanas e fechou com alta de quase US$ 1 em Nova York. Na Nymex, os contratos do tipo WTI com entrega em maio subiram 91 centavos de dólar, para US$ 51,13 por barril.
Em Londres, os contratos de petróleo tipo Brent também para maio, que expiraram na sessão de ontem, avançaram 43 centavos de dólar, a US$ 50,91 por barril. A Petrobras utiliza o Brent para calculo de seus custos.
"Passamos por um caminho longo em um período curto, então estamos vendo um pouco de cobertura de posições", afirmou Kyle Cooper, analista do Citigroup.
A Administração de Informação de Energia informou na quarta-feira que as reservas americanas subiram mais que o esperado na semana passada, em 3,6 milhões de barris, para 320,7 milhões. Foi o nono aumento consecutivo desses estoques.
A Arábia Saudita disse às refinarias asiáticas e principais empresas petrolíferas nesta semana que elevaria seu fornecimento diário em 500 mil barris em maio, de acordo com fontes.
Os países do Oriente Médio estão ansiosos para aumentar suas cotas de produção e estimular a elevação do nível das reservas nos próximos meses, criando espaço para uma demanda mais forte no fim do ano.
Já Nigéria, Argélia e Venezuela, que participam da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), afirmaram que mais petróleo no mercado não era algo garantido.
"A Opep não precisa aumentar a produção ainda mais. Parece que já superamos as dúvidas do mercado em relação ao abastecimento", afirmou o analista do IFR Energy Services, Tim Evans.
A maioria dos países-membros da Opep está produzindo petróleo à capacidade máxima e precisará de investimentos estrangeiros extras para poder ampliar sua produção, disse o vice-ministro do Petróleo do Irã, Seyed Mehdi Mirmoezzi.
"O que está muito claro é que a capacidade dos produtores de petróleo é menor do que a demanda", disse Mirmoezzi, que também é diretor-executivo da estatal da National Iranian Oil , durante a 10ª Mostra Internacional de Petróleo, Gás e Petroquímica, realizada ontem em Teerã.
"O mercado precisa de mais capacidade produtiva. Acreditamos que a maioria dos países não tem capacidade excedente. É preciso de tempo e investimento para aumentar essa capacidade. Especialmente de investimento estrangeiro", completou Mirmoezzi.
O Irã detém uma reserva de petróleo de 130 bilhões de barris e só fica atrás da Arábia Saudita em termos de reservas. O país tem capacidade produtiva de 4,3 milhões de barris/dia e pretende elevar esse volume para 5,5 milhões de barris/dia até 2009.
O Irã pode vir a precisar de investimentos da ordem de US$ 50 bilhões para atingir sua meta produtiva de 7 milhões de barris/dia até 2014, disse Mirmoezzi.
A Opep elevou sua produção mensal em março para 29,9 milhões de barris/dia, seu nível mais alto dos últimos quatro meses, o que representa uma alta de 0,8% em relação a fevereiro, segundo uma pesquisa da Bloomberg.
Em reunião realizada em 16 de março no Irã, a Opep decidiu elevar sua cota de produção diária em 500 mil barris, para o total de 27,5 milhões barris/dia.
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