Preços

Petróleo tem 3ª alta consecutiva com expectativa de maior demanda por gasolina

Dow Jones Newswires, 08/09/2016
08/09/2016 09:50
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Os contratos futuros de petróleo anotaram sua terceira alta consecutiva nesta quarta-feira, 7, beneficiados por expectativas de a alta da demanda por gasolina se chocar com a atividade decrescente das refinarias nos Estados Unidos.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para outubro subiu 1,49%, a US$ 45,50 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), Brent para novembro avançou 1,52%, a US$ 47,98 por barril. Ambos os preços são os maiores em mais de uma semana.

Operadores relataram um avanço mais forte dos preços da gasolina, de mais de 3,0% nos EUA, que acabou puxando as cotações futuras da commodity bruta junto. O estopim foram relatos de escassez na refinaria de New Brunswick, a maior do Canadá. Eles também esperam que o Departamento de Energia (DoE) anuncie um recuo dos estoques nos Estados Unidos amanhã, o que colabora com o sentimento positivo.

Após o fechamento dos pregões, o American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) estimou uma queda de 12,1 milhões de barris nos estoques norte-americanos na semana passada. O documento da API é considerado uma prévia do indicador oficial de estoques do Doe.

Em geral, os estoques de gasolina têm recuos mais pronunciados nesta época do ano, na temporada de férias no Hemisfério Norte. No entanto, os estoques globais do combustível ficaram próximos de 500 milhões de barris, de acordo com o Citigroup. Os mercados futuros costumam reagir mais fortemente a qualquer sinal de que esse nível possa começar a cair.

Apesar do avanço recente, muitos investidores são céticos quanto à capacidade da commodity ultrapassar o patamar de US$ 50 por barril este ano. Hoje, o DoE publicou um relatório afirmando que a queda da produção norte-americana deve atingir o fundo do poço neste trimestre, aos 8,5 milhões de barris por dia, e voltar a subir em 2017. A estimativa para os preços médio do WTI no ano que vem, consequentemente, caiu de 51,58 por barril para US$ 50,58 por barril.

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