Preços

Petróleo tem sétimo pregão seguido de recorde

Valor Econômico
10/08/2004 00:00
Visualizações: 887

Os preços do petróleo atingiram novos recordes de alta ontem e fecharam em forte aceleração, após o Iraque interromper a produção em algumas regiões do Sul do país em resposta a ameaças do líder xiita Moqtada al-Sadr.
Os contratos futuros de petróleo tipo WTI, negociados em Nova York, com entrega em setembro fecharam com ganho de 89 centavos de dólar, a US$ 44,84 o barril. Pela sétima sessão consecutiva, o preço bateu recorde, desta feita sendo cotado a US$ 44,98 durante os negócios, aproximando-se da barreira psicológica de US$ 45 o barril.
Em Londres, o petróleo tipo Brent encerrou negociado a US$ 41,56 o barril, uma alta de 93 centavos de dólar comparado à sexta-feira, após atingir a maior alta desde 1988, a US$ 41,70 o barril, quando os contratos futuros de Brent começaram a ser negociados.
"A produção no Sul do país, em Basra, foi interrompida hoje após ameaças feitas por Al-Sadr", disse uma autoridade do Iraque para a Reuters. "Esta permanecerá paralisada até que a ameaça seja retirada", disse.
A autoridade afirmou que o estoque mantido em Basra é suficiente para manter as exportações por dois dias. O Iraque tem produzido 1,9 milhão de barris por dia.
Outro fator que afetou o mercado de petróleo foi a preocupação com o abastecimento oriundo da Venezuela, quinto país exportador do mundo, que passará por um referendo sobre o governo de Hugo Chávez, em 15 de agosto. Em 2002, uma greve de dois meses dos opositores de Chávez interrompeu as exportações do país e gerou uma forte alta nos preços do petróleo.
Ontem, a assessoria do presidente da Petrobras disse que não iria comentar a nova alta do petróleo e repetiu uma frase dita na semana passada pelo presidente da empresa, José Eduardo Dutra.
"A Petrobras acompanha diariamente o mercado internacional e não faz sentido repassar para o consumidor brasileiro a volatilidade dos preços internacionais. Quando os preços internacionais se estabilizarem numa determinada faixa de US$ 40 a US$ 45, e dependendo de quanto tempo permaneça nesse patamar, a empresa vai tomar providências", disse.
A boa notícia do dia ficou por conta da OAO Yukos Oil Co., a maior exportadora de petróleo da Rússia. Ela não terá de interromper os carregamentos ferroviários que transportam cerca de 25% de seu petróleo bruto porque a empresa pagou suas tarifas, disse a OAO Russian Railways, a empresa ferroviária estatal do país, que detém o monopólio do setor na Rússia.
O custeio das exportações é "prioridade´´ para a Yukos, disse Claire Davidson, porta-voz da Policy Partnership, que representa os interesses da Yukos. A petrolífera russa está elaborando agora seu orçamento de custeio das exportações deste mês e poderá divulgar seus detalhes ainda esta semana, disse Claire.
A Yukos está enfrentando dificuldades para pagar as tarifas de transporte e custear suas operações depois que o governo congelou parte de suas contas, em vista de sua dívida fiscal de US$ 3,4 bilhões. A empresa extrai mais petróleo do que a Líbia, país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e faz remessas de cerca de 400 mil barris ao dia por via ferroviária, que poderiam ser as primeiras a sair prejudicadas em decorrência da falta de caixa, disse Steven Theede, principal executivo da Yukos, no dia 28 de julho.
"O contrato ainda está em vigor", disse Marina Kovshova, diretora de comercialização da Russian Railways, com sede em Moscou, em entrevista telefônica à Bloomberg. "Não haverá qualquer suspensão das remessas de petróleo. A empresa está operando e pagou as tarifas ferroviárias", concluiu Marina. Ela se recusou a fornecer detalhes sobre quando a Yukos quitou os serviços ferroviários e por quanto tempo.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Transição Energética
Segurança energética e transição entram no centro do deb...
04/08/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
03/08/26
SOG 2026
SOG26 supera a edição anterior e reforça o papel estrat...
03/08/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados da produção de petróleo e...
03/08/26
BIODIVERSIDADE
ExxonMobil Brasil destina mais de R$ 1 milhão para prese...
03/08/26
Pessoas
Shell Brasil inicia novo ciclo de liderança com João San...
03/08/26
SOG 2026
Banco do Nordeste tem R$ 504 milhões para setor energéti...
03/08/26
Meio Ambiente
MODEC testa no Brasil tecnologias inéditas que podem red...
03/08/26
IA
Acelen supera R$ 380 milhões em ganhos com IA e transfor...
03/08/26
ANP
Painel reúne dados históricos do PRH-ANP referentes à Fa...
03/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e ABPIP lançam nova versão do RELIVRE para a...
03/08/26
Offshore
NUCLEP realiza novas entregas de estacas torpedo para a ...
03/08/26
Gás Natural
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
03/08/26
PPSA
TotalEnergies e ExxonMobil arrematam cargas de Atapu e d...
31/07/26
SOG 2026
Sebrae Sergipe fortalece pequenos negócios e amplia cone...
31/07/26
SOG 2026
Eneva reforça compromisso com Sergipe e destaca expansão...
31/07/26
PPSA
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
30/07/26
SOG 2026
Benel apresenta práticas de segurança e gestão de resídu...
30/07/26
SOG 2026
AZ-TECH apresenta soluções de engenharia industrial no S...
30/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 começa com foco em investimentos,...
30/07/26
SOG 2026
Diretora da Petrobras abre o Sergipe Oil & Gas com anál...
30/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.