Infraestrutura

Plano da bacia Tocantins-Araguaia prevê ações para navegação e geração de energia na região

Na manhã desta quarta-feira (7), diretores e servidores da ANTAQ, em especial os técnicos da Superintendência de Navegação Interior, participaram da palestra proferida pelo especialista de Recursos Hídricos da Agência Nacional das Águas (ANA),

ANTAQ
08/07/2010 06:14
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Na manhã desta quarta-feira (7), diretores e servidores da ANTAQ, em especial os técnicos da Superintendência de Navegação Interior, participaram da palestra proferida pelo especialista de Recursos Hídricos da Agência Nacional das Águas (ANA), José Luiz Zoby, sobre o “Plano Estratégico da Bacia do Tocantins-Araguaia”.


O plano estratégico busca minimizar e antecipar conflitos futuros, estabelecendo diretrizes para compatibilizar o uso da água com as políticas setoriais. Na visão da ANA, este plano vai permitir tratar de forma integrada questões como irrigação, navegação e geração de energia na região.



Este encontro reforça a parceira da ANTAQ com a Agência Nacional das Águas em benefício do uso múltiplo das águas e, principalmente, do crescimento do país de forma sustentável. Além disso, a palestra faz parte do conjunto de iniciativas estabelecidas pela direção da ANTAQ voltada à capacitação dos servidores.



Durante a palestra, José Luiz Zoby falou sobre a criação do plano, a formação de um grupo gestor para acompanhar os projetos elaborados e as parcerias realizadas. “O plano foi criado, em 2009, juntamente com um colegiado gestor, com o objetivo de acompanhar a implementação dos programas previstos para a Bacia Tocantins-Araguaia. Para tanto, o plano estratégico contou com a participação de diversos atores dos seis estados banhados pela bacia: Pará, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Maranhão e Distrito Federal”, explicou.



O colegiado é presidido pelo diretor-presidente da ANA e é integrado por representantes da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos e das secretarias estaduais de planejamento e meio ambiente dos estados que integram a bacia.


José Zoby comentou que a região hidrográfica do Tocantins-Araguaia é palco de um dinâmico processo de desenvolvimento sócioeconômico que deverá se intensificar nas próximas décadas, em função das demandas nacional e internacional por commodities. Atualmente, o modelo de desenvolvimento praticado na região tem se baseado no desmatamento, no uso inadequado do solo, no crescimento das cidades sem investimentos em saneamento entre outros aspectos.



“Nossa expectativa com a construção do plano é minimizar os conflitos existentes e criar alternativas que garantam o aproveitamento múltiplo e integrado dos recursos hídricos, em especial da hidroenergia e navegação, de forma sustentável, na região do Tocantins-Araguaia”, afirmou.


Para combater o desenvolvimento de forma desordenada na região, o plano estabelece diversas ações prioritárias como: priorizar a construção dos empreendimentos hidroenergéticos no rio Tocantins; proteger a bacia do rio do Sono; proteger o médio curso do rio Araguaia (Ilha do Bananal); concluir as eclusas já iniciadas (Tucuruí e Lajeado) e a de Estreito, simultaneamente com as obras da usina, tornando realidade a hidrovia do Tocantins, e implantar um sistema integrado de gestão dos reservatórios do rio Tocantins, visando o uso múltiplo e o controle da qualidade das águas.



“Essas ações poderão ser revistas à medida que o plano também passar por adaptações”, destacou Zoby, observando que a proposta “foi construir um plano participativo e integrado com as metas de governo e com a capacidade de investimentos tanto do público quanto do privado”.


Características da Bacia

A Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia apresenta grande potencialidade para a agricultura irrigada, especialmente para o cultivo de grãos, como milho e soja.

Possui uma área de 967.059 km² (11% do território nacional) e abrange os estados de Goiás (26,8%), Tocantins (34,2%), Pará (20,8%), Maranhão (3,8%), Mato Grosso (14,3%) e o Distrito Federal (0,1%).

Cerca de 7,9 milhões de pessoas vivem na região hidrográfica (4,7% da população nacional), sendo 72% em áreas urbanas.

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