Indústria naval

Plataformas é nova frente de negócios para construtoras

Valor Econômico
10/02/2005 00:00
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Engenharia naval é outro segmento em que a Andrade Gutierrez aposta para impulsionar seus negócios nos próximos anos. O grupo está decidido a investir em estaleiros vislumbrando o fechamento de contratos que vão além da concorrência local aberta pela Transpetro para a construção de 42 petroleiros, avaliada em US$ 1,9 bilhão. Os planos da holding incluem também obras de plataformas de exploração de petróleo e encomendas internacionais.
"Não se pode pensar em entrar nesse segmento para fazer apenas navios. O investimento só se justifica se houver demanda para mais umas duas ou três plataformas", afirma Rogério Nora de Sá, presidente da construtora Andrade Gutierrez. Fora do Brasil, Sá avalia que exista demanda para estaleiros e plataformas no México e na Venezuela, países que também são exploradores de petróleo.
Na área naval, a construtora mineira será sócia da concorrente Camargo Corrêa, que planeja construir um estaleiro em Suape (PE). Ambas serão parceiras em partes iguais em uma nova empresa que será criada. Nessa sociedade haverá ainda um parceiro tecnológico, que, de acordo com Sá, ainda não foi definido.
Especificamente neste projeto de Pernambuco, Sá afirma que a participação da Andrade Gutierrez ainda não está certa. "Quem julgou esse projeto viável foi a Camargo Corrêa. Nós ainda estamos estudando. O que está certo é que vamos entrar nesse segmento e será por meio de uma parceria com a Camargo", assegura.
Outras possibilidades são o arrendamento de estaleiros já existentes no Brasil e a construção de uma estrutura em outro lugar, que não seja em Suape. Por isso, Sá afirma que ainda não sabe quanto a Andrade Gutierrez deve despender nessa nova empreitada.
Segundo ele, o grupo decidiu entrar no ramo naval por julgar que o Brasil depende muito de navios estrangeiros, o que abre caminho para a construção nacional. "Existe uma demanda muito maior do que os 42 navios da Transpetro. O Brasil hoje paga cerca de US$ 6,5 bilhões em fretes para navios estrangeiros."

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