Meio ambiente

Por meio do Programa ReduZa, Raízen garante uso eficiente da água em suas operações

Instituída na safra 15’16, a iniciativa busca gerir o consumo de água da companhia ao incentivar a busca contínua pelas melhores práticas e a redução do impacto ambiental nos recursos ligados à gestão hídrica

Redação TN Petróleo/Assessoria
10/02/2022 13:45
Por meio do Programa ReduZa, Raízen garante uso eficiente da água em suas operações Imagem: Divulgação Visualizações: 3084

Referência global em bioenergia, a Raízen acaba de anunciar os resultados conquistados com seu programa de adoção de boas práticas em gestão hídrica. A companhia dispõe, desde 2015, do ReduZa, que incentiva as melhores práticas para reuso de águas nas operações industriais e o aproveitamento da própria água proveniente da cana-de-açúcar, reduzindo, assim, o consumo e a captação de fontes externas. Por meio desta iniciativa, recentemente a empresa obteve uma redução no volume total de água captada de 11 bilhões de litros em comparação à safra anterior (20’21), o que representa um delta de 15% a menor, muito impactado pela quebra de cana e redução na quantidade processada.

O programa, que tem como meta diminuir a pegada hídrica nos processos, vem atingindo resultados significativos com boas práticas de aproveitamento dentro das unidades industriais. Até o momento, a empresa conquistou uma redução de 1,8 bilhão de litros captados nesta safra, se comparado com a mesma base de moagem do período anterior. O volume é suficiente para abastecer uma cidade de mais de 44 mil habitantes – em linha com a recomendação da ONU de 110 litros/dia por habitante. Ao todo, a redução foi de 2,4% em metros cúbicos por tonelada de cana moída (m3/TC), neste caso sem a influência da quebra de cana, sendo totalmente ligada ao ganho em eficiência hídrica. O número contempla os 31 parques de bioenergia da Raízen em operação, incluindo as oito unidades que eram da Biosev e foram adquiridas pela companhia neste ano.

Diante de um ecossistema integrado de negócios, que atua desde o cultivo e processamento da cana-de-açúcar até a distribuição de combustíveis, a Raízen busca que seus parques de bioenergia em operação tenham máximo aproveitamento da água da cana-de-açúcar e das águas quentes do processo, reduzindo as demandas de captação de água de fontes (subterrâneas e superficiais). Com o programa, a companhia tem por objetivo capturar o máximo de valor do reuso de águas, aliando gestão hídrica à conservação de energia e aumento de eficiência.

Nesse cenário, o ReduZa incentiva o aproveitamento de condensado de vapor em etapas da produção, consumindo menos água nesses processos e estimulando a concentração de vinhaça com o devido aproveitamento do condensado gerado, contribuindo assim para a adubação do solo. A otimização no processo das caldeiras de alta pressão também auxilia no ganho de produtividade da indústria, principalmente com o bagaço, que pode ser utilizado na cogeração de energia elétrica.

O programa reforça ainda a agenda de sustentabilidade da Raízen e contribui diretamente para o desenvolvimento eficiente dos negócios. Em 2020, a empresa assumiu compromissos públicos para até 2030, alinhados a 16 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da agenda global da Organização das Nações Unidas (ONU), dentre eles, reduzir a captação de água em 10%. Nos últimos dez anos a companhia já reduziu em 50% o consumo total de água em suas operações.

Para o gerente da Qualidade Integrada da Raízen, José Orlando, a empresa acredita que as boas práticas incentivam os times no uso racional dos recursos hídricos, garantindo maior geração de valor e perenidade dos negócios. “Estamos atentos a todas as alternativas disponíveis que possam impactar positivamente os processos, reforçando nossa atenção ao desenvolvimento de ações cada vez mais sustentáveis. Como a busca pela redução do uso da água, aliado à conservação de energia, focamos em obter o máximo aproveitamento em nossas operações e, com isso, conseguimos colocar em prática valores elementares do negócio, como os princípios da economia circular”, afirma Orlando.

 

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