Infraestrutura

Porto de Santos é o segundo em ineficiência no país

O Porto de Santos ficou em penúltimo lugar em uma avaliação de investimentos nos 12 maiores complexos portuários do país. O estudo, realizado pelo Instituo de Logística e Supply Chain (Ilos) listou deficiências nos acessos viários, insufici&ecir

A Tribuna
16/07/2013 15:58
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O Porto de Santos ficou em penúltimo lugar em uma avaliação de investimentos nos 12 maiores complexos portuários do país. O estudo, realizado pelo Instituo de Logística e Supply Chain (Ilos) listou deficiências nos acessos viários, insuficiência em armazenagem e burocracia como os prinicipais problemas do cais santista. O levantamento também detectou o potencial crescimento da navegação mercante costeira (cabotagem) no Brasil.

Entre 2007 e 2012, o complexo santista cresceu apenas 1 ponto na opinião daqueles que o utilizam para importar e exportar produtos. "Apesar das críticas, houve melhora, sim. O operacional e a importância ainda se destacam", afirma o diretor do instituto, Paulo Fleury, que também é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No ano passado, o cais santista recebeu 6,8 pontos dos avaliadores (em 2009, 6,5 pontos e, em 2007, de 5,7 pontos). O cais santista é o 11º colocado entre os maiores do país. São Francisco do Sul, em Santa Catarina, foi o que mais cresceu no período (média de 2 pontos) e, hoje, está em primeiro lugar. Em aspectos nacionais a avaliação, todavia foi positiva.

Segundo o pesquisador, que há mais de cinco anos realiza um panorama periódico do setor portuário brasileiro, Santos enfrenta problemas estruturais, o que afeta toda a cadeia logística nacional. "Se chegar ao Porto fosse mais fácil e armazenar a carga também, o contexto seria outro", garante. Para ele, a burocracia vai além da questão local.

"Temos o exemplo do Porto 24 Horas. Ele entrou em operação, mas adiantou algo? Não". As críticas de Fleury, no entanto, não concentram-se na ineficiência do projeto (que prevê o funcionamento a todo o instante dos órgãos fiscalizadores). Para o professor, a dificuldade é sistemática, pois abrange todos os níveis de poder Marítimo e Portuário.

Embora os índices apuradores evidenciem a melhora no setor, em uma maneira geral, ainda há falhas em relação ao custo, tarifas e stauração. "Mesmo assim, a burocracia preocupa mais que a infraestrutura", afirma o pesquisador. O que menos incomodava os entrevistados, porém, era a impossibilidade dos terminais privados contratarem trabalhadores próprios (regra que caiu com a promulgação da Lei nº 12.815, a nova Lei dos Portos).


Respiro

Para desafogar o sistema viário e ferroviário do país, a perspectiva é de que a cabotagem (navegação mercante na costa brasileira) cresça na próxima temporada. "E apresente uma constante alta", prevê o professor Fleury. Na pesquisa coordenada por ele, o modal registrou aumento de 36% na aprovação, agradando 68% dos entrevistados - que dizem avaliar maneiras para utilizá-lo.

Além disso, devido a falta de investimentos até então, a cabotagem agrada pouco mais da metade dos usuários. Aqueles que utilizam o serviço para granel líquido lideram a aprovação (6,8 pontos, de um máximo de 9), em seguida está o granel sólido (6,7 pontos) e, por último, os contêineres (6,2 pontos).


Panorama

Todos os portos brasileiros analisados cresceram na opinião dos profissionais que atuam nas mais diversas áreas. Em 2007, a média das instalações foi de 6,3 pontos. Em 2009, ela passou para 6,9 pontos e, no passado, fechou em 7,3 pontos. Já em relação à carga, a evolução dos complexos foi notada tanto pelos embarcadores de contêineres, como os de granéis líquidos e sólidos.
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