A Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) anunciou esta semana que, em 2012, cerca de R$ 200 milhões devem ser investidos no porto. A maior parte dos recursos vai para obras de infraestrutura como pavimentação de pátio e reforma do cais comercial. A área também deve receber sistema de monitoramento de tráfego de navios. O volume total a ser investido será fechado após os processos licitatórios em andamento e os que serão abertos.
Um dos principais investimentos acontecerá no chamado Pátio 3, que tem 134 mil metros quadrados. Uma parte dessa área vai servir de apoio para as atividades da cadeia offshore (petróleo e gás). O processo já está adiantado e a abertura de licitação para a destinação de 3,2 mil metros quadrados está prevista para o próximo dia 6 de junho. O valor mínimo estipulado é R$ 3,9 milhões. Após a assinatura do contrato, o prazo para a obra é de 120 dias. No local serão construídas quatro edificações para este tipo de apoio.
Conforme a CDSS, o pátio receberá ainda pavimentação de mais 12 mil m², aplicação de revestimento e compactação de 115 mil m². As melhorias visam a entrada da operadora Schain, que fará a montagem de módulos para plataformas flutuantes para armazenamento de óleo/gás. Essa obra de infraestrutura está prevista para ser concluída no final deste mês.
A reforma do cais comercial também está no pacote da Companhia Docas e o edital está previsto para ser publicado no dia 24 deste mês, com as obras tendo início no segundo semestre. Com a reforma, o cais comercial, que tem mais de 50 anos, poderá receber a atracação de navios de maior calado.
Ainda neste semestre está prevista a implantação do Vessel Traffic Management Information System (VTMS), ou Sistema de Gestão de Tráfego de Embarcações, que é semelhante ao sistema de controle de tráfego aéreo. Ambos são baseados em sensores Radio Detection And Ranging (Radar), ou seja, sensores remotos ativos.
O principal objetivo do sistema VTMS é promover segurança à embarcação nos portos e zonas costeiras, possibilitando o monitoramento em tempo real da posição da embarcação, da velocidade da mesma, e ainda outras informações que facilitam e aperfeiçoam o procedimento de atracação.
A partir de uma central de controle, o controlador tem informações que auxiliam a navegação próxima à costa. As informações são cruzadas através de um Sistema de Informação Geográfica com mapas que possuem: dados batimétricos; posição de ventos; maré; dados climáticos; entre outros. Outra funcionalidade é a capacidade de armazenar o histórico de movimentação das embarcações nas proximidades do porto. Tal função permite a análise dos dados a posteriori, o que possibilita a execução de projetos e a visualização de indicadores de desempenho portuário.