Com a aprovação da atualização do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto do Itaqui, dada pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP) em fevereiro, a estimativa futura de movimentação de cargas no porto deve chegar a 150 milhões de toneladas até 2030. De acordo com estimativas da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), quase 30% dessa movimentação é de granéis líquidos - aproximadamente 43 milhões de toneladas.
Visando aumento e melhoria da estrutura na movimentação dos produtos, a Emap fez a licitação da construção de mais atracadouros. A construtora Cejen Engenharia Ltda venceu a de granéis líquidos, e terá 14 meses para concluir a obra, no valor de R$ 49,3 milhões, no sentido sul do porto. No ano passado, o porto maranhense movimentou 14 milhões de toneladas. Metade desta soma foi de derivados de petróleo (gasolina, diesel, querosene de aviação). Parte dessa carga, 50%, segue via cabotagem para outros estados do Norte-Nordeste e o restante é destinada ao consumo interno.
A intenção da Emap é que, em 20 anos, o Itaqui movimente granéis líquidos (derivados de petróleo, soda caústica e biodiesel) em quatro berços. Atualmente, apenas o de número 106 está em funcionamento e o 108, que acaba de ser licitado, entrará em operação já em 2013. Futuramente, outros dois berços serão construídos visando atingir a meta de movimentar mais de 43 milhões de toneladas de granéis líquidos. Apenas com o 108, a movimentação desse tipo de carga já sofrerá um acréscimo de 40%.
Em curto prazo, entre 2012 e 2016, será investido aproximadamente R$ 1 bilhão na infraestrutura portuária do Itaqui, sendo R$ 250 milhões com recursos próprios da Emap, R$ 540 milhões da iniciativa privada e R$ 150,00 milhões do governo federal.