Exportações

Portos do Arco Norte ganham importância no escoamento de soja e milho

Redação/Assessoria
18/08/2017 16:08
Portos do Arco Norte ganham importância no escoamento de soja e milho  Imagem: Cortesia Porto do Itaqui Visualizações: 1630

Com a projeção de aumento de 50 milhões de toneladas na produção brasileira de soja e milho na safra 2016/2017, saltando de 162 milhões de toneladas para 211,2 milhões de toneladas e com a expectativa de exportar 51,13% desse volume (108 milhões toneladas de soja em grão e farelo e de milho) neste ano, os portos brasileiros ganham importância para a recuperação da economia, rendendo divisas.

O porto de Santos continua sendo o principal canal de escoamento de milho e soja, apesar do crescimento apresentado pelos portos do Arco Norte (Itacoatiara, no Amazonas, e Itaqui, no Maranhão, Santarém e Barcarena, no Pará, e Salvador (BA). De acordo com estudo da movimentação dos portos realizado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no período de janeiro a julho deste ano, pela cidade paulista, foram embarcados 21,4 milhões de toneladas de milho e soja. A expectativa é de que chegue a 37 milhões de toneladas até o fim do ano.

Os portos do Arco Norte foram responsáveis pelo embarque, entre janeiro e julho, de 15,3 milhões de toneladas de milho e soja, número que deve crescer até 26 milhões de toneladas nos 12 meses do ano. O Arco Norte já corresponde por 24% do total desses produtos exportados. A capacidade portuária (de embarque) desses portos alcança 40 milhões de toneladas.

Para o coordenador-geral de Infraestrutura, Logística e Geoconhecimento para o Setor Agropecuário, da SPA, Carlos Alberto Nunes Batista, o volume embarcado pelos portos do Norte e do Nordeste demonstra evolução significativa na logística de exportação dos produtos agrícolas brasileiros. "Isso confirma a efetividade dos investimentos privados nessas regiões, além de contribuir para a redução do custo logístico na exportação e a menor pressão nos portos do Sul e Sudeste", observou. Carlos Alberto acrescenta que esses corredores reduzem as distâncias rodoviárias, já que disponibilizam a intermodalidade de transporte rodo-hidroviário e rodo-ferroviário.

Processos de gestão implementados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e pela Polícia Rodoviária Federal, na BR-163, em território paraense, serão adotados em caráter preventivo em 2018, devendo assegurar a regularidade do tráfego no escoamento da safra 2017/2018, alerta o coordenador-geral.

A movimentação em outros portos como o de Paranaguá (PR), de janeiro a julho deste ano, registrou remessas de 11,8 milhões de toneladas de soja e milho. Já os portos de Santa Catarina (Imbituba e São Francisco) embarcaram 4,8 milhões de toneladas. O porto do Rio Grande (RS) teve movimentação de 8,6 milhões de toneladas e o de Vitória (ES), 2,9 milhões de toneladas de soja e milho.

O setor agrícola tem recebido atenção especial para conferir maior competitividade aos produtos exportados e a agricultura tem contribuído para a economia do país, salienta o secretário de Política Agrícola, Neri Geller.

As principais rodovias que cortam áreas produtivas do estado do Mato Grosso recebem manutenção para manter a trafegabilidade e o fluxo dos produtos em direção aos portos e às zonas agroindustriais. Geller lembra ainda a recente liberação da licença de instalação para construção de oito pontes de concreto na BR 242, localizadas entre Nova Ubiratã e Santiago do Norte, no Mato Grosso, "deve contribuir para a melhoria da logística para a produção da área de influência da rodovia".

Faltando ainda cinco meses até o fechamento do ano, não resta dúvida de que as exportações de soja e milho neste ano atingirão novo recorde, podendo alcançar 76 milhões de toneladas de soja (grão e farelo) e 32 milhões de toneladas de milho, conclui Geller.

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