Negócios

Pöyry vê viabilidade para todos os projetos no país

Avaliação é do diretor de negócios da empresa.

Valor Econômico
02/07/2013 09:23
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Uma das mais tradicionais empresas de engenharia, consultoria e gerenciamento de projetos de celulose e papel do mundo, a Pöyry vê espaço para entrada em operação de todas as novas fábricas de celulose anunciadas para o Brasil até o fim da década. Haveria ainda condições de mercado para mais dois empreendimentos entre 2021 e 2025, na avaliação do diretor de negócios da Pöyry Tecnologia, Marcel Moreno. "Hoje tem espaço para todo mundo", afirmou.
Com olhos no longo prazo, mais do que o impacto do volume adicional ofertado nos preços da celulose, os custos em alta é que poderão acender a luz amarela para novos investimentos na região. "Isso poderia tornar novos projetos no país inviáveis e levar os produtores para outros países." Hoje, para produzir uma tonelada da matéria-prima, são necessários investimentos de cerca de US$ 2,4 mil. Em 2000, o desembolso era de US$ 1 mil por tonelada. "Mão de obra, insumos, terras. Tudo tem ficado mais caro no Brasil", explicou.
Neste momento, a Suzano Papel e Celulose se prepara para colocar em operação, em novembro, a fábrica de Imperatriz (MA), com capacidade para 1,5 milhão de toneladas por ano de fibra de eucalipto. Pouco antes, Montes del Plata, joint venture entre Stora Enso e Arauco, terá colocado em operação uma linha de produção no Uruguai, de 1,3 milhão de toneladas anuais. Em 2015, a CMPC Celulose Riograndense dá a partida em seu projeto de expansão, também de 1,3 milhão de toneladas anuais.
Além disso, Klabin, provavelmente Fibria, Lwarcel e a Eldorado têm planos de novas fábricas. Também a Braxcel, do grupo GMR, poderá chegar a mercado antes de 2020. Para Moreno, o volume adicional deve pressionar os preços entre o fim de 2015 e 2016. Até lá, os valores de referência devem permanecer relativamente estáveis. "Entre 2017 e 2018, haveria janela para novas produções", destacou.
A Pöyry participa de praticamente todos os projetos em andamento - o que tem garantido à operação brasileira destaque em relação a outras regiões no resultado consolidado. O volume de negócios no país, conforme Moreno, se compara ao registrado pela unidade na Europa, onde a Pöyry está presente há muito mais tempo.
A partir deste ano, a estratégia para o mercado local incluirá mais dedicação a projetos de melhoria operacional, atividade que tem sustentado os negócios da companhia na Europa. "As fábricas brasileiras são modernas, mas em 2013 vamos investir mais fortemente [nesse segmento]", afirmou.
Há dois meses, a Pöyry Tecnologia mudou-se para uma nova sede, na zona sul de São Paulo. Conforme Moreno, os 430 funcionários da capital paulista - ao todo, no país, são 750 empregados - estão agora distribuídos em cinco andares, frente a oito andares anteriormente. "Diminuímos em mil metros quadrados a área ocupada, mas as condições de trabalho estão bem melhores", contou.

Uma das mais tradicionais empresas de engenharia, consultoria e gerenciamento de projetos de celulose e papel do mundo, a Pöyry vê espaço para entrada em operação de todas as novas fábricas de celulose anunciadas para o Brasil até o fim da década. Haveria ainda condições de mercado para mais dois empreendimentos entre 2021 e 2025, na avaliação do diretor de negócios da Pöyry Tecnologia, Marcel Moreno. "Hoje tem espaço para todo mundo", afirmou.


Com olhos no longo prazo, mais do que o impacto do volume adicional ofertado nos preços da celulose, os custos em alta é que poderão acender a luz amarela para novos investimentos na região. "Isso poderia tornar novos projetos no país inviáveis e levar os produtores para outros países." Hoje, para produzir uma tonelada da matéria-prima, são necessários investimentos de cerca de US$ 2,4 mil. Em 2000, o desembolso era de US$ 1 mil por tonelada. "Mão de obra, insumos, terras. Tudo tem ficado mais caro no Brasil", explicou.


Neste momento, a Suzano Papel e Celulose se prepara para colocar em operação, em novembro, a fábrica de Imperatriz (MA), com capacidade para 1,5 milhão de toneladas por ano de fibra de eucalipto. Pouco antes, Montes del Plata, joint venture entre Stora Enso e Arauco, terá colocado em operação uma linha de produção no Uruguai, de 1,3 milhão de toneladas anuais. Em 2015, a CMPC Celulose Riograndense dá a partida em seu projeto de expansão, também de 1,3 milhão de toneladas anuais.


Além disso, Klabin, provavelmente Fibria, Lwarcel e a Eldorado têm planos de novas fábricas. Também a Braxcel, do grupo GMR, poderá chegar a mercado antes de 2020. Para Moreno, o volume adicional deve pressionar os preços entre o fim de 2015 e 2016. Até lá, os valores de referência devem permanecer relativamente estáveis. "Entre 2017 e 2018, haveria janela para novas produções", destacou.

 


A Pöyry participa de praticamente todos os projetos em andamento - o que tem garantido à operação brasileira destaque em relação a outras regiões no resultado consolidado. O volume de negócios no país, conforme Moreno, se compara ao registrado pela unidade na Europa, onde a Pöyry está presente há muito mais tempo.

 


A partir deste ano, a estratégia para o mercado local incluirá mais dedicação a projetos de melhoria operacional, atividade que tem sustentado os negócios da companhia na Europa. "As fábricas brasileiras são modernas, mas em 2013 vamos investir mais fortemente [nesse segmento]", afirmou.

 


Há dois meses, a Pöyry Tecnologia mudou-se para uma nova sede, na zona sul de São Paulo. Conforme Moreno, os 430 funcionários da capital paulista - ao todo, no país, são 750 empregados - estão agora distribuídos em cinco andares, frente a oito andares anteriormente. "Diminuímos em mil metros quadrados a área ocupada, mas as condições de trabalho estão bem melhores", contou.

 

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