Indústria

Preço da energia elétrica reduz competitividade

Afirmação é do presidente-executivo da Abrace.

Agência Senado
02/04/2013 11:59
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O presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, apontou o preço da energia elétrica como um fator importante de perda de competitividade da produção industrial. Ele participou nesta segunda-feira (1) de audiência pública promovida pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) para discutir o tema "Energia e desenvolvimento do Brasil - Eletricidade convencional". A reunião faz parte do ciclo de debates sobre os problemas de infraestrutura no Brasil.
Paulo Pedrosa manifestou apoio à Medida Provisória (MP) 579/2012, editada pelo governo federal para reduzir as tarifas de energia elétrica Em sua avaliação, mesmo não sendo essa uma ação suficiente para devolver a competitividade da indústria brasileira, foi um sinal importante que demonstrou como o governo e o Congresso estão empenhados em fortalecer o setor.
"Se temos uma visão geral positiva, fazemos também um apelo para que as medidas [do governo federal] sejam aprofundadas. Elas foram, infelizmente, insuficientes para devolver a competitividade à produção nacional", disse Paulo Pedrosa.
Em entendimento diverso, o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, considerou que as medidas de redução das tarifas de energia elétrica contribuíram para gerar uma crise de desconfiança no setor elétrico. Segundo ele, as medidas reduziram em até 30% o caixa das empresas de distribuição e também estão inviabilizando a obtenção de financiamentos externos.
Para Cláudio Sales, a iniciativa de redução de tarifas se configura quase um atentado à tentativa do setor elétrico de se estabelecer como um setor confiável para investimentos em energia melhor e mais barata.
Falando em defesa do governo federal, o senador Jorge Viana (PT-AC), na qualidade de presidente em exercício da CI, rebateu alegação do presidente do Instituto Acende Brasil quanto à existência de interesse eleitoral na publicação da MP 579/2012.
Para Jorge Viana, não há justificativa para o Brasil ter uma das tarifas de energia elétrica mais caras do mundo, tendo em vista as inúmeras vantagens comparativas para a produção deste insumo existentes no país, tais como a grande variedade de fontes de geração e o enorme mercado consumidor ainda a ser atendido.
"Acho que os produtores estão completamente equivocados quando vinculam o movimento de Dilma [de redução de tarifas] ao período eleitoral. Vem simplesmente por conta do fato concreto de que estão chegando ao fim as concessões, que precisam ser renovadas", disse Jorge Viana.
No mesmo sentido, o senador João Capiberibe (PSB-AP) reconheceu o mérito da iniciativa do governo federal, chamando a atenção para a importância de o Congresso Nacional avaliar com atenção as concessões públicas no país, tornando o setor mais transparente.

O presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, apontou o preço da energia elétrica como um fator importante de perda de competitividade da produção industrial. Ele participou nesta segunda-feira (1) de audiência pública promovida pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) para discutir o tema "Energia e desenvolvimento do Brasil - Eletricidade convencional". A reunião faz parte do ciclo de debates sobre os problemas de infraestrutura no Brasil.


Paulo Pedrosa manifestou apoio à Medida Provisória (MP) 579/2012, editada pelo governo federal para reduzir as tarifas de energia elétrica Em sua avaliação, mesmo não sendo essa uma ação suficiente para devolver a competitividade da indústria brasileira, foi um sinal importante que demonstrou como o governo e o Congresso estão empenhados em fortalecer o setor.


"Se temos uma visão geral positiva, fazemos também um apelo para que as medidas [do governo federal] sejam aprofundadas. Elas foram, infelizmente, insuficientes para devolver a competitividade à produção nacional", disse Paulo Pedrosa.


Em entendimento diverso, o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, considerou que as medidas de redução das tarifas de energia elétrica contribuíram para gerar uma crise de desconfiança no setor elétrico. Segundo ele, as medidas reduziram em até 30% o caixa das empresas de distribuição e também estão inviabilizando a obtenção de financiamentos externos.


Para Cláudio Sales, a iniciativa de redução de tarifas se configura quase um atentado à tentativa do setor elétrico de se estabelecer como um setor confiável para investimentos em energia melhor e mais barata.Falando em defesa do governo federal, o senador Jorge Viana (PT-AC), na qualidade de presidente em exercício da CI, rebateu alegação do presidente do Instituto Acende Brasil quanto à existência de interesse eleitoral na publicação da MP 579/2012.


Para Jorge Viana, não há justificativa para o Brasil ter uma das tarifas de energia elétrica mais caras do mundo, tendo em vista as inúmeras vantagens comparativas para a produção deste insumo existentes no país, tais como a grande variedade de fontes de geração e o enorme mercado consumidor ainda a ser atendido.


"Acho que os produtores estão completamente equivocados quando vinculam o movimento de Dilma [de redução de tarifas] ao período eleitoral. Vem simplesmente por conta do fato concreto de que estão chegando ao fim as concessões, que precisam ser renovadas", disse Jorge Viana.


No mesmo sentido, o senador João Capiberibe (PSB-AP) reconheceu o mérito da iniciativa do governo federal, chamando a atenção para a importância de o Congresso Nacional avaliar com atenção as concessões públicas no país, tornando o setor mais transparente.

 

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