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Produção industrial do Ceará lidera alta no país

Elevação foi de de 3,8% em outubro.

Diário do Nordeste
11/12/2013 10:58
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A indústria cearense foi destaque na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física ao registrar uma elevação de 3,8% em outubro ante setembro deste ano, considerando os ajustes sazonais. O índice foi o maior das 14 regiões investigadas no levantamento feito mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, segundo o documento, recuperou a perda de 2,4% registrada no mês anterior.
O índice de 3,8% ainda se repetiu quando a base usada foi os dez primeiros meses de 2013 frente aos de 2012.
Entre os segmentos com melhores desempenhos no estado, a investigação do IBGE destaca como "as principais contribuições positivas sobre o total global" as indústrias de alimentos e bebidas (18,4%) e de calçados e artigos de couro (18,0%).
O texto ainda afirma que "vale citar também os avanços vindos de produtos têxteis (12,3%), vestuário e acessórios (18,6%) e de refino de petróleo e produção de álcool (16,5%). "É difícil explicar esse crescimento de setembro a outubro, mas se formos comparar entre outubro deste ano e do ano passado, percebemos que os setores que apresentaram maior crescimento foram de calçados e têxtil, os que tiveram maior prejuízo com a crise mundial devido às baixas importações", aponta o analista econômico do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Guilherme Muchale.
O texto do IBGE explica o aumento nesses setores devido, em grande, parte pelo crescimento na produção de fios de algodão retorcidos. Já puxando a produção para baixo está a atividade de produtos químicos (-8,2%), "pressionada, sobretudo, pela menor fabricação de carbonato de cálcio, tintas e vernizes para construção e oxigênio".
Ao encerrar o terceiro trimestre, a produção industrial cearense aponta para uma trajetória de ascendência, pois emplacou uma leve alta de 0,4% entre janeiro, fevereiro e março; seguida de 2,9% nos três meses seguintes; e chega a outubro com 5,1%. Todas as altas registradas com base nos iguais períodos do ano passado.
"Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral mostrou expansão de 0,7% no trimestre encerrado em outubro frente ao nível do mês anterior, permanecendo, portanto, com a trajetória predominantemente positiva iniciada em maio último", ressalta o documento publicado ontem.
Manutenção do crescimento
O analista econômico Indi, Guilherme Muchale, aponta para uma série de ações necessárias para o crescimento da indústria no estado, que, segundo ele, pode até ser mais acelerado.
"O setor privado precisa ter foco em ações estratégicas para inovações tecnológicas, ganho de qualidade no produto e elevação nas importações", especifica. Ele ressalta a importância da diminuição do custo Brasil por parte do poder público, melhoria na infraestrutura e investimento na parte da educação para a preparação de mão de obra produtiva para permitir não apenas ganho de produtividade mas também uma maior atração parta o Ceará de setores industriais intensivos em tecnologia.
Muchale prospecta o fechamento do ano da indústria cearense de transformação em 4% e a economia do Estado em 3,8%.
Ranking
Responsável pela melhor produção de outubro - quando o comparativo é o mês imediatamente anterior -, a produção industrial cearense foi seguida pela de Pernambuco (2,9%), Para e São Paulo (2,5%). Apenas três estados registraram números abaixo da média nacional (0,6%) e negativos. Foram eles: Rio de Janeiro (-1,5%), Nordeste (-5,4%) e Bahia (-6,2%).
Entre outubro deste ano e o do ano passado, a produção cearense também foi destaque quando o índice cresceu 11,8% - a terceira maior média, atrás apenas de Rio Grande do Sul (14,5%) e Paraná (13%). Das 14 regiões da investigação, só "Santa Catarina (4,9%) e Amazonas (1,9%) também registraram crescimento acima da média nacional (0,9%), enquanto São Paulo (0,5%) e Pernambuco (0,2%) completaram o conjunto de locais que apontaram resultados positivos nesse mês".
No acumulado do ano, quando o Ceará atingiu a mesma meta da variação mensal (3,8%), o líder do ranking foi o Rio de Janeiro (6,4%), seguido por Paraná (5%), Bahia (4,9%), Goiás (4,3%) até chegar ao Ceará. A média nacional neste comparativo foi de 1,6%.
De setembro para outubro, houve avanço em 11 dos 14 locais pesquisados.

A indústria cearense foi destaque na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física ao registrar uma elevação de 3,8% em outubro ante setembro deste ano, considerando os ajustes sazonais. O índice foi o maior das 14 regiões investigadas no levantamento feito mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, segundo o documento, recuperou a perda de 2,4% registrada no mês anterior.

O índice de 3,8% ainda se repetiu quando a base usada foi os dez primeiros meses de 2013 frente aos de 2012.

Entre os segmentos com melhores desempenhos no estado, a investigação do IBGE destaca como "as principais contribuições positivas sobre o total global" as indústrias de alimentos e bebidas (18,4%) e de calçados e artigos de couro (18,0%).

O texto ainda afirma que "vale citar também os avanços vindos de produtos têxteis (12,3%), vestuário e acessórios (18,6%) e de refino de petróleo e produção de álcool (16,5%). "É difícil explicar esse crescimento de setembro a outubro, mas se formos comparar entre outubro deste ano e do ano passado, percebemos que os setores que apresentaram maior crescimento foram de calçados e têxtil, os que tiveram maior prejuízo com a crise mundial devido às baixas importações", aponta o analista econômico do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Guilherme Muchale.

O texto do IBGE explica o aumento nesses setores devido, em grande, parte pelo crescimento na produção de fios de algodão retorcidos. Já puxando a produção para baixo está a atividade de produtos químicos (-8,2%), "pressionada, sobretudo, pela menor fabricação de carbonato de cálcio, tintas e vernizes para construção e oxigênio".

Ao encerrar o terceiro trimestre, a produção industrial cearense aponta para uma trajetória de ascendência, pois emplacou uma leve alta de 0,4% entre janeiro, fevereiro e março; seguida de 2,9% nos três meses seguintes; e chega a outubro com 5,1%. Todas as altas registradas com base nos iguais períodos do ano passado.

"Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral mostrou expansão de 0,7% no trimestre encerrado em outubro frente ao nível do mês anterior, permanecendo, portanto, com a trajetória predominantemente positiva iniciada em maio último", ressalta o documento publicado ontem.


Manutenção do crescimento

O analista econômico Indi, Guilherme Muchale, aponta para uma série de ações necessárias para o crescimento da indústria no estado, que, segundo ele, pode até ser mais acelerado.

"O setor privado precisa ter foco em ações estratégicas para inovações tecnológicas, ganho de qualidade no produto e elevação nas importações", especifica. Ele ressalta a importância da diminuição do custo Brasil por parte do poder público, melhoria na infraestrutura e investimento na parte da educação para a preparação de mão de obra produtiva para permitir não apenas ganho de produtividade mas também uma maior atração parta o Ceará de setores industriais intensivos em tecnologia.

Muchale prospecta o fechamento do ano da indústria cearense de transformação em 4% e a economia do Estado em 3,8%.


Ranking

Responsável pela melhor produção de outubro - quando o comparativo é o mês imediatamente anterior -, a produção industrial cearense foi seguida pela de Pernambuco (2,9%), Para e São Paulo (2,5%). Apenas três estados registraram números abaixo da média nacional (0,6%) e negativos. Foram eles: Rio de Janeiro (-1,5%), Nordeste (-5,4%) e Bahia (-6,2%).

Entre outubro deste ano e o do ano passado, a produção cearense também foi destaque quando o índice cresceu 11,8% - a terceira maior média, atrás apenas de Rio Grande do Sul (14,5%) e Paraná (13%). Das 14 regiões da investigação, só "Santa Catarina (4,9%) e Amazonas (1,9%) também registraram crescimento acima da média nacional (0,9%), enquanto São Paulo (0,5%) e Pernambuco (0,2%) completaram o conjunto de locais que apontaram resultados positivos nesse mês".

No acumulado do ano, quando o Ceará atingiu a mesma meta da variação mensal (3,8%), o líder do ranking foi o Rio de Janeiro (6,4%), seguido por Paraná (5%), Bahia (4,9%), Goiás (4,3%) até chegar ao Ceará. A média nacional neste comparativo foi de 1,6%.

De setembro para outubro, houve avanço em 11 dos 14 locais pesquisados.

 

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