Petroquímica

Produtores de resinas projetam alta de 8%

Valor Econômico
23/07/2004 00:00
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 A indústria de resinas termoplásticas melhorou sua perspectiva de crescimento para este ano. Depois de o consumo aparente ter apresentado avanço de 11% no primeiro semestre na comparação com igual período do ano passado, as empresas da chamada segunda geração da indústria do plástico projetam crescimento de 8% a 8,5% para 2004, superando a expectativa anterior do início do ano de alta de 7%.
Os dados foram apresentados ontem pelo presidente do Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo (Siresp), José Ricardo Roriz Coelho. Se confirmada a previsão, a indústria de resinas deverá apresentar o primeiro índice de crescimento depois de quatro anos de encolhimento.
No primeiro semestre deste ano, o consumo aparente das resinas - que inclui, entre outros, polipropileno, PVC e polietileno - cresceu, em média, 295 mil toneladas por mês - 11% acima das 265 mil toneladas média/mês verificadas no ano passado. Apenas em junho, o consumo avançou 31% em relação a junho de 2003. Nos primeiros seis meses, a produção de resinas aumentou 8,5%, para 319 mil toneladas média/mês. As exportações reduziram o ritmo ao longo do semestre. "Houve um movimento de desova de estoques a partir de março, mas o consumo interno retomou a partir daí", disse.
O presidente do Siresp afirmou que a indústria já teria motivos para reajustar preços das resinas não só por conta da queda dos estoques, mas pelo aumento da matéria-prima (a nafta encontra-se no patamar histórico mais alto) e da maior demanda interna.
"Mas isso dependerá de empresa para empresa, e nem todas as indústrias de transformação podem absorver aumento de preços", disse. Ele calcula que a defasagem dos preços internos em relação às cotações internacionais esteja ao redor de 15%.

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