Petroquímica

Quattor e Petrobras perto de acordo

Jornal do Commercio/RJ
26/10/2009 09:40
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Em meio ao avanço das negociações que podem resultar na incorporação da Quattor pela concorrente Braskem, a direção da companhia controlada por Unipar e Petrobras decidiu manter inalterados seus planos estratégicos. Uma das frentes de trabalho, que está próxima de ser concluída, é a formalização do novo acordo de fornecimento de nafta da Petrobras para a Quattor. "Já temos um acordo firmado, mas ainda estamos ultimando o conteúdo", revelou o presidente da companhia, Vítor Mallmann, sem dar detalhes sobre o acerto.

A empresa também dá continuidade ao trabalho de captura de sinergias originárias da própria criação da Quattor, estuda em quais países poderá instalar escritórios comerciais e analisa o possível aumento de demanda por resinas termoplásticas com a realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. "A missão que me foi dada foi agregar valor a esse conjunto de ativos e eu continuo perseguindo isso. Essa é a visão que temos dentro da Quattor", afirmou o executivo, recusando-se a comentar sobre o andamento das negociações entre os controladores de Braskem e Quattor.

De acordo com uma fonte envolvida nessas conversações, os principais defensores de uma união entre as duas empresas são Petrobras e Unipar, controladores da Quattor.

A companhia, apesar de dar andamento à atividade de todas as áreas, incluindo a equipe de pesquisas, sente os efeitos do custoso processo que foi a formação da Quattor. Criada às vésperas do momento mais adverso da crise econômica iniciada nos Estados Unidos, a Quattor precisa reduzir seu nível de alavancagem para manter trajetória de crescimento. Neste momento, segundo Mallmann, não há previsão de novas ampliações de oferta ao longo dos próximos cinco anos.

"No nosso horizonte hoje não vemos necessidade de ampliação de capacidade para atender nossos mercados", afirmou o executivo, lembrando que a empresa deve concluir até o próximo mês o plano de investimentos que movimentou aproximadamente R$ 2,4 bilhões.

A ausência de novos projetos, no entanto, estaria ligada principalmente ao atual nível de endividamento da empresa, alertou um analista que acompanha o setor e preferiu não ser identificado.

Exportações. Menos de um ano e meio após ser formada a partir da fusão de ativos petroquímicos da Unipar e da Petrobras, a Quattor dá seu primeiro passo no mercado externo. A segunda maior petroquímica do Brasil inaugurou no mês passado seu primeiro escritório em solo estrangeiro, localizado em Buenos Aires.

O objetivo é aproveitar o aumento da oferta de produtos petroquímicos, fruto da conclusão do plano de crescimento da companhia, para ganhar mercado na América do Sul, considerado pela direção da companhia como um "mercado natural". "Nosso primeiro passo é nos tornarmos players (locais) onde já temos fornecimento estável", destacou o presidente da companhia, Vítor Mallmann. Além do escritório argentino, a Quattor já iniciou trabalhos com vendedores locais no Chile e Peru.

Outro mercado que tem se mostrado atrativo para a Quattor é a China, país que sofre dificuldades de abastecimento devido ao atraso do início de operações de algumas centrais petroquímicas no Oriente Médio. Impulsionada pela demanda asiática e sul-americana, a Quattor ampliou suas exportações entre janeiro e setembro em 80% na comparação com igual período do ano passado.

Mallmann destaca que a demanda no mercado interno também apresenta sinais de recuperação, impulsionada pelas indústrias automotiva e de eletrodomésticos, além da construção civil.

Fonte: Jornal do Commercio/RJ
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