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Queda de OGX pode contaminar papéis de outras empresas da EBX

Valor Online
27/06/2012 14:18
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O péssimo desempenho da OGX no campo de Tubarão Azul (antigo Waimea), na Bacia de Campos, o que resultou numa queda da ordem de 25% das ações da companhia na manhã desta quarta-feira (27), pode contaminar os papéis das outras empresas do Grupo EBX, de Eike Batista. O resultado da OGX abaixo do esperado levanta a dúvida pelos analistas se as demais empresas do grupo atingirão suas metas de desempenho.

“Gera uma certa desconfiança no grupo. Eles [OGX] reviram o cronograma várias vezes e saiu um resultado bem abaixo do esperado. Isso gera insegurança e afeta a credibilidade do grupo como um todo para atingir metas e cumprir cronogramas”, afirmou o analista Erick Scott, da SLW Corretora.

Segundo Scott, a corretora “muito provavelmente” vai rever para baixo o preço-alvo do papel OGXP3, atualmente de R$ 22,00. Ao meio-dia, o papel estava cotado a R$ 6,25, com queda de 25,33% na BM&F Bovespa. A SLW, porém, não vai rever, neste momento, o preço-alvo dos papéis das demais empresas do grupo de Eike Batista.

Nesta quarta, todas as empresas do grupo registravam baixa expressiva na BM&FBovespa -  OSX (-8,6%), LLX (7,05%), MPX (-6,23%), MMX (-4,7%) e CCX (-3,3%).

“Analisando somente a vazão, não consideramos os valores tão ruins, mas a discrepância entre as expectativas do management e a realidade observada é gritante, fato que tira a credibilidade da empresa no mercado”, afirmou a corretora XP Investimentos, em relatório.

Para a corretora, “a empresa não conseguirá bater suas metas de produção para 2012, que já foram revisadas para baixo anteriormente, de 30 mil a 40 mil barris de boe/dia com três poços conectados”.

No início deste ano, o diretor geral de Exploração da OGX Paulo Mendonça admitiu que a meta de produção para 2015 pode não ser alcançada. “Esse é o cenário que temos agora. Estamos preparados para rever o cenário. Mas se não atingirmos o cenário em 2015, teremos esse petróleo mesmo assim”, disse ele na época.

Ontem a OGX informou que a vazão definida para a produção no campo de Tubarão Azul foi de 5 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia, bem abaixo da expectativa de 20 mil boe/dia anunciada pela petroleira em setembro de 2011. “O otimismo da gestão, mais uma vez, jogou contra a OGX”, sentenciou hoje o Deutsche Bank.

Para a Ativa Corretora, o “forte ‘underperformance’ recente do papel [OGXP3] pode já ter precificado parte da notícia”, diz o analista Ricardo Corrêa, em relatório matinal. Segundo ele, o volume indicado pela OGX, de um terço do estimado pelo mercado, levanta dúvidas sobre o potencial máximo de produção do sistema.

Mais cautelosa, a corretora Geração Futuro não pretende mudar, num primeiro momento, o preço-alvo das ações da petroleira. O analista Lucas Brendler, no entanto, confirmou que os resultados no campo de Tubarão Azul “não foram muito bons”.
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