São Paulo

Queda suave no preço dos combustíveis supreende economistas

Valor Econômico
28/06/2011 17:09
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A deflação de 0,05% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade de São Paulo, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), foi mais fraca do que o esperado pela LCA consultores devido ao arrefecimento da queda no grupo transportes, afirma o analista Felipe Matsumata. “Os combustíveis continuam em deflação, mas essa deflação está ficando cada vez mais fraca”, observa ele, que esperava retração de 0,13% do indicador geral na terceira quadrissemana de junho.

O álcool combustível teve deflação de 15,39% na terceira quadrissemana do mês, após variação negativa de 18,52% na quadrissemana anterior. A gasolina, por sua vez, teve retração maior na atual leitura, de 4,03%, ante queda de 3,49% na medição anterior. “Pelo acompanhamento que fazemos dos dados da ANP [Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis], o preço do álcool já está subindo de novo”, conta Matsumata.

Segundo Antônio Comune, coordenador do IPC-Fipe, o álcool “ainda deveria estar despencando”. O economista nota que a relação entre o preço do álcool e da gasolina, atualmente em 65,70%, normalmente chega a 55% no pico da safra. “Isso pode significar muitas coisas. É preciso verificar, por exemplo, se o consumo de álcool está maior ou se produção não está mais satisfazendo o consumo devido à maior entrada do carro flex”.

Comune revisou para cima sua previsão para o IPC em junho, de queda de 0,07% para deflação de 0,01%, mesma expectativa de Matsumata, da LCA. “O grupo habitação está subindo forte e a desaceleração em transportes está sendo menor”, diz Romão, para quem também há chances de o IPC-Fipe encerrar o mês com variação levemente positiva.

Apesar das expectativas revisadas para cima, Matsumata e Comune concordam que junho será o melhor mês do IPC-Fipe. “Julho vai ser bom, mas não tão bom quando junho”, diz Comune. “No caso do IPC-Fipe, as próximas leituras devem vir acima da taxa de 0,05% negativo dessa semana”, prevê o economista da LCA.
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