A Petrobras conseguiu na quarta-feira a licença ambiental que precisava para iniciar as obras da megarrefinaria premium de US$ 20 bilhões no Maranhão, unidade que poderá ter 20% de capital japonês. De acordo com o diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, a previsão é de que as obras de terraplanagem durem pelo menos um ano, tempo mais do que suficiente para finalizar o projeto da unidade e as conversas com a provável parceira, a trading japonesa Marubeni.
"Recebemos a licença de instalação de infraestrutura ontem (quarta-feira) do órgão ambiental do Maranhão, já temos trator lá hoje (quinta-feira) e vamos começar a primeira fase da terraplanagem, que é a supressão vegetal", explicou Costa. O início da obra será marcado pela visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao local, na sexta-feira.
A refinaria do Maranhão será a maior da América Latina, com capacidade para processar 600 mil barris diários de petróleo, que serão transformados em derivados nobres para consumo nos mercados interno e externo, como diesel, nafta, coque, gás de cozinha (GLP) e querosene de aviação. Parte dos produtos, que não incluirá gasolina, poderá ter como destino o mercado japonês, explicou Costa, que negocia com o país asiático uma parceria na qual a Petrobras teria 80% da refinaria e os japoneses, 20%.
"Ainda estamos conversando, mas teremos a opção de colocar produtos no Japão", disse o executivo. "Assim como fizemos no acordo com a China", complementou, referindo-se ao empréstimo de US$ 10 bilhões obtido em 2009 com o gigante asiático que também envolve fornecimento de derivados.