Evento

Rio faz balanço da indústria naval e offshore

O Estado do Rio de Janeiro foi palco nesta segunda-feira (10), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), do seminário “Balanço do Setor Naval e Offshore no Estado do Rio de Janeiro”. O evento, promovido pela secretaria

Redação/ Maria Fernanda Romero
10/05/2010 14:19
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O Estado do Rio de Janeiro foi palco nesta segunda-feira (10), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), do seminário “Balanço do Setor Naval e Offshore no Estado do Rio de Janeiro”. O evento, promovido pela secretaria de estado de desenvolvimento econômico, energia, indústria e serviços (Sedeis), apresentou projetos e oportunidades de negócios e fez um balanço do setor naval no estado do Rio.        

 

 

Estiveram em pauta investimentos superiores a R$ 3,7 bilhões em três anos na indústria naval offshore fluminense, novas oportunidades de negócios e as ações do governo do Estado para apoiar esses projetos, garantir a competitividade do setor e atrair novos empreendimentos.        

 

 

O seminário foi aberto pelo secretário Julio Bueno, que teve, na mesa de abertura, a presença do vice-presidente da Firjan, Carlos Mariani Bithencourt, do secretário executivo do Sindicato Nacional da Indústria Naval (Sinaval), Sérgio Leal, do diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Naval e do Petróleo, Joacir Pedro, do coordenador executivo do Prominp, José Renato de Almeida, dos deputados federais Edmilson Valentim e Luiz Sérgio e do estadual Rodrigo Neves, ligados ao setor naval.        

 

 

Segundo o secretário Júlio Bueno, o evento é importante para que os atores envolvidos na cadeia naval offshore possam dimensionar e avaliar a extensão e o peso deste setor para a economia fluminense.        

 

 

De acordo com Bueno, serão investidos na indústria naval e offshore fluminense, entre 2010 e 2012, cerca de R$ 3,7 bilhões, o que representa 18,1% dos R$ 20,3 bilhões previstos para a indústria de transformação no estado, durante aquele período. "Há ainda boas perspectivas para a cadeia produtiva, como o fornecimento de máquinas e equipamentos para estaleiros e oportunidades para o setor de navipeças, já que o índice de conteúdo nacional dos navios é de 65%", completa.          

 

 

Durante o balanço das ações do governo do estado para a dinamização da indústria naval desde 2007, Bueno informou que outro estaleiro, com capacidade para empregar entre dois mil e três mil empregos, o da Marinha brasileira, em parceria com a francesa, deverá começar a ser implantado este ano. "Em junho, será lançada a pedra fundamental do estaleiro da Marinha, em Itaguaí, onde serão fabricados submarinos nucleares, em parceria com o governo francês. O empreendimento deve receber investimento de R$ 4,3 bilhões e gerar até 4 mil empregos", informou. O secretário apontou ainda o estaleiro Brasfels e Rio Nave, localizados no Estado do Rio, como desafios importantes.          

 

 

Também presente no evento, o diretor de transporte marítimo da Transpetro, Agenor Junqueira, apresentou aos participantes as principais contribuições do Programa de Expansão e Modernização da Frota (Promef) e afirmou que metade das verbas do Promef I e II vão para o estado do Rio de Janeiro.        

 

 

Números da indústria naval no Rio:      

 

 

- 15 dos 25 estaleiros em operação no Brasil, associados ao Sinaval, estão no estado: Brasfels, Eisa, Mauá, Sermetal, Aker, Aliança, UTC, Renave-Enavi, SRD, Superpesa, São Miguel, Transnave, Rio Nave, Cassinú e Mac Laren      

 

 

- 25 mil empregos, o que representa cerca de 50% do número de vagas ocupadas pelo setor no Brasil

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