Indústria Naval

Rio Grande do Sul lança o Polo Naval do Jacuí

Iesa investirá na construção de módulos para plataformas.

Redação
21/08/2012 10:32
Visualizações: 1202

 

O governo do estado do Rio Grande do Sul lança nesta terça-feira (21), às 15h, em cerimônia no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini, o Polo Naval do Jacuí. A solenidade, que reunirá o governador Tarso Genro e da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, apresentará os detalhes da estratégia de expansão da indústria oceânica no Rio Grande do Sul e do investimento que a empresa Iesa fará no município de Charqueadas.
"Com o contrato de US$ 720 milhões entre a Iesa e a Petrobras, o setor ganha um impulso extraordinário no estado, e garantimos o deslocamento de investimentos para uma região com potencial, mas que ainda não experimentava um desenvolvimento industrial", explica o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik.
O grupo Inepar, controlador da empresa IESA Óleo e Gás, confirmou no último dia 23 de julho, por meio de fato relevante ao mercado, que já assinaria um novo contrato de fornecimento para a Petrobras de módulos produzidos em Charqueadas, no Rio Grande do Sul. Segundo o comunicado o valor total dos contratos é de US$ 720,4 milhões, podendo chegar a US$ 911,3 milhões. Serão fornecidos 24 módulos para seis plataformas.
O investimento da Iesa no RS, com 350 mil m² de terreno e 19 mil m² de área construída, é de R$ 100 milhões, onde serão gerados mais de 1,5 mil postos de trabalho. Os módulos serão empregados para compressão de gás, injeção de gás natural, e CO2 nos poços para incrementar a produção de petróleo e para exportação ao continente.
O secretário Knijnik saudou a informação como o “nascimento do Polo do Jacui”. Além da Iesa e da UTC (investimento de R$ 118 milhões) que já assinaram a Licença de Instalação (LI) com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), empreendimentos como a Engecampo, Tomé Engenharia e Metasa, estão em processo de licenciamento. Outros municípios ao longo da bacia do Rio Jacui, banhadas pelo Rio Taquari, também dispõem de áreas voltadas para o desenvolvimento da Indústria Oceânica.
“Com a estratégia de deslocamento da Indústria Oceânica, vamos utilizar de maneira inteligente e planejada o potencial hídrico do estado, promovendo a descentralização do desenvolvimento econômico e permitindo a ampliação da cadeia de fornecimento da indústria off-shore e de exploração de petróleo e gás no RS”, afirmou o secretário.
Segundo o presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Marcus Coester, no Polo do Jacuí serão construídos os módulos que compõem a planta de processo para a plataforma de produção. “Em Rio Grande, onde há calados de 14 a 17 metros focamos investimentos para a construção de cascos para estaleiros. No Polo do Jacuí, que tem calados de 5 metros, o foco são empresas que produzem módulos, além dos fornecedores”, explicou.
Coester ressaltou que a proximidade do Polo do Jacuí com a região Metropolitana é muito vantajosa. “Não apenas em termos de logística, mas principalmente em relação à quantidade e qualidade de mão-de-obra, um dos maiores desafios para a Indústria Oceânica”, salientou.
O Rio Grande do Sul é o segundo polo da indústria oceânica do Brasil, atrás somente do Rio de Janeiro. “Entretanto, nenhum outro estado brasileiro tem uma indústria tão diversificada quanto à gaúcha, desde materiais leves a pesados, do parafuso ao casco, o que é fundamental para a sustentação e fortalecimento de toda a cadeia do setor”, afirmou.
AGDI
A criação da Agência de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) expressa a nova política de desenvolvimento pretendida pelo governo do estado, voltada à captação de investimentos, sobretudo nos setores considerados estratégicos.
A AGDI opera com cinco diretorias, sendo que um dos focos de atuação está na cadeia de petróleo e gás ligada à expansão do polo naval inicialmente instalado em Rio Grande e cercanias. A Petrobras pretende investir US$ 224 bilhões nos próximos quatro anos, e o objetivo da instituição é criar condições para uma fatia expressiva deste investimento fique com o Rio Grande do Sul. O plano de expansão está articulado no Programa RS Indústria Oceânica.
Integrante do Sistema de Desenvolvimento, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), a AGDI participou da elaboração da Política Industrial e da formulação do programa setorial com o qual o governo pretende ampliar a competitividade de 22 setores da Economia Tradicional e da Nova Economia. Também integram as ações da AGDI os projetos vinculados à Economia da Cooperação: o Extensão Produtiva e Inovação e o Arranjos Produtivos Locais (APLs).

O governo do estado do Rio Grande do Sul lança nesta terça-feira (21), às 15h, em cerimônia no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini, o Polo Naval do Jacuí. A solenidade, que reunirá o governador Tarso Genro e a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, apresentará os detalhes da estratégia de expansão da indústria oceânica no Rio Grande do Sul e do investimento que a empresa Iesa fará no município de Charqueadas.


"Com o contrato de US$ 720 milhões entre a Iesa e a Petrobras, o setor ganha um impulso extraordinário no estado, e garantimos o deslocamento de investimentos para uma região com potencial, mas que ainda não experimentava um desenvolvimento industrial", explica o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik.


O grupo Inepar, controlador da empresa IESA Óleo e Gás, confirmou no último dia 23 de julho, por meio de fato relevante ao mercado, que já assinaria um novo contrato de fornecimento para a Petrobras de módulos produzidos em Charqueadas, no Rio Grande do Sul. Segundo o comunicado o valor total dos contratos é de US$ 720,4 milhões, podendo chegar a US$ 911,3 milhões. Serão fornecidos 24 módulos para seis plataformas.


O investimento da Iesa no RS, com 350 mil m² de terreno e 19 mil m² de área construída, é de R$ 100 milhões, onde serão gerados mais de 1,5 mil postos de trabalho. Os módulos serão empregados para compressão de gás, injeção de gás natural, e CO2 nos poços para incrementar a produção de petróleo e para exportação ao continente.


O secretário Knijnik saudou a informação como o “nascimento do Polo do Jacui”. Além da Iesa e da UTC (investimento de R$ 118 milhões) que já assinaram a Licença de Instalação (LI) com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), empreendimentos como a Engecampo, Tomé Engenharia e Metasa, estão em processo de licenciamento. Outros municípios ao longo da bacia do Rio Jacui, banhadas pelo Rio Taquari, também dispõem de áreas voltadas para o desenvolvimento da Indústria Oceânica.


“Com a estratégia de deslocamento da Indústria Oceânica, vamos utilizar de maneira inteligente e planejada o potencial hídrico do estado, promovendo a descentralização do desenvolvimento econômico e permitindo a ampliação da cadeia de fornecimento da indústria off-shore e de exploração de petróleo e gás no RS”, afirmou o secretário.


Segundo o presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Marcus Coester, no Polo do Jacuí serão construídos os módulos que compõem a planta de processo para a plataforma de produção. “Em Rio Grande, onde há calados de 14 a 17 metros focamos investimentos para a construção de cascos para estaleiros. No Polo do Jacuí, que tem calados de 5 metros, o foco são empresas que produzem módulos, além dos fornecedores”, explicou.


Coester ressaltou que a proximidade do Polo do Jacuí com a região Metropolitana é muito vantajosa. “Não apenas em termos de logística, mas principalmente em relação à quantidade e qualidade de mão-de-obra, um dos maiores desafios para a Indústria Oceânica”, salientou.


O Rio Grande do Sul é o segundo polo da indústria oceânica do Brasil, atrás somente do Rio de Janeiro. “Entretanto, nenhum outro estado brasileiro tem uma indústria tão diversificada quanto à gaúcha, desde materiais leves a pesados, do parafuso ao casco, o que é fundamental para a sustentação e fortalecimento de toda a cadeia do setor”, afirmou.



AGDI


A criação da Agência de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) expressa a nova política de desenvolvimento pretendida pelo governo do estado, voltada à captação de investimentos, sobretudo nos setores considerados estratégicos.


A AGDI opera com cinco diretorias, sendo que um dos focos de atuação está na cadeia de petróleo e gás ligada à expansão do polo naval inicialmente instalado em Rio Grande e cercanias. A Petrobras pretende investir US$ 224 bilhões nos próximos quatro anos, e o objetivo da instituição é criar condições para uma fatia expressiva deste investimento fique com o Rio Grande do Sul. O plano de expansão está articulado no Programa RS Indústria Oceânica.


Integrante do Sistema de Desenvolvimento, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), a AGDI participou da elaboração da Política Industrial e da formulação do programa setorial com o qual o governo pretende ampliar a competitividade de 22 setores da Economia Tradicional e da Nova Economia. Também integram as ações da AGDI os projetos vinculados à Economia da Cooperação: o Extensão Produtiva e Inovação e o Arranjos Produtivos Locais (APLs).

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