GNL

Rio Grande terá complexo de US$ 1,2 bilhão

Jornal do Commercio - RS
17/12/2008 03:20
Visualizações: 1686

A governadora Yeda Crusius assina hoje, com a Gás Energy New Ventures, protocolo de intenções para a construção de um Projeto Integrado de Terminal de Recebimento e Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) no município do Rio Grande. O empreendimento está associado a uma termelétrica em ciclo combinado a gás natural e a estimativa de investimentos é superior a US$ 1,2 bilhão. A previsão é de que a operação do empreendimento ocorra em três anos, a partir de 2012, depois da obtenção das licenças ambientais.

 

O Terminal de Regaseificação de GNL de Rio Grande (Tergas) será o primeiro terminal onshore (em terra) no Brasil e o segundo na América do Sul. Com capacidade inicial para processar 6 milhões de metros cúbicos ao dia de gás natural, o Tergas receberá cerca de três vezes o volume de gás natural que o Rio Grande do Sul possui hoje pelo gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).

 

Já a Usina Termelétrica de Rio Grande (UTE Rio Grande) representará uma opção para a geração de energia no Rio Grande do Sul, com uma potência instalada de 1 mil MW (cerca de 30% da demanda média de energia do Estado). A termelétrica será uma das maiores usinas a operar no Rio Grande do Sul. Os complexos devem ser implementados no Distrito Industrial do município do Rio Grande.

 

A Gás Energy New Ventures terá como parceiros no desenvolvimento do Tergás o Fundo InfraBrasil/Santander e a Avir Geração de Energia. Na UTE Rio Grande, os parceiros são a Omega Engenharia e a General Eletric do Brasil. A Gás Energy é uma companhia de assessoria empresarial focada na indústria do gás natural e petroquímica com atuação no Brasil e nos países do Cone Sul, atendendo a clientes em toda a América Latina. A partir de sua sede em Porto Alegre, coordena parcerias estratégicas no País e no exterior.

 

O coordenador do grupo temático de energia da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Carlos Faria, destaca que um terminal de GNL implica uma maior segurança no fornecimento de gás natural no Estado. No entanto, ele argumenta que a operação a plena capacidade da termelétrica que deve ser construída, absorveria quase toda a capacidade do terminal.

 

Outro ponto salientado por Faria é que hoje não existe uma rede de gasodutos na região Sul do Estado. Essa estrutura precisaria ser instalada, caso a idéia seja distribuir gás natural no entorno de Rio Grande. Isso só poderia ser feito se houver demanda de gás natural pelas empresas da região.

 

O secretário estadual de Infra-estrutura e Logística, Daniel Andrade, informa que a usina deve comprometer cerca de 5 milhões de metros cúbicos diários de gás natural do terminal GNL. No entanto, ele revela que há a perspectiva de que o complexo seja ampliado em uma segunda fase para ofertar até 8 milhões de metros cúbicos ao dia. Quanto à falta de uma rede de gasodutos na região Sul, Andrade comenta que a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) deverá encabeçar estudos técnicos para avaliar a viabilidade técnica e financeira de instalar gasodutos na localidade.

 

Andrade demonstra entusiasmo com a possibilidade de uma nova fonte de gás natural para o Rio Grande do Sul. "O protocolo que será assinado pode ser a notícia mais importante para o Estado neste ano", comemora o secretário. Inicialmente, a Sulgás defendia que um terminal de GNL fosse instalado em Rio Grande para difundir um mercado de gás natural na localidade. Mas, as expectativas eram de que o complexo fosse realizado pela Petrobras. Faria acredita que se o terminal da Gás Energy for concretizado, o da Petrobras não deverá ser confirmado.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
Leilão da PPSA traz competitividade à indústria nacional
22/10/26
Firjan
Boletim Rio Exporta destaca que estado do Rio obtém cres...
21/10/26
Refino
Acelen assume naming rights e amplia presença da marca n...
21/10/26
Gás Natural
ANP adia audiência pública sobre o Gas Release para 19/11
21/10/26
Gás Natural
1º Leilão de Gás Natural da União tem 36 empresas habili...
20/10/26
BPC 2026
Eficiência, inovação e regulação dominam os debates hoje
20/10/26
ANP
Seminário da ANP debate desempenho da indústria de petró...
20/10/26
Biometano
White Martins amplia atuação em soluções energéticas com...
20/10/26
Pré-Sal
P-82 inicia viagem rumo ao Brasil
20/10/26
BPC 2026
Segurança energética e a nova onda da exploração
19/10/26
Evento
Brazilian Petroleum Conference (BPC 2026) começa na segu...
19/10/26
iBEM27
Terceiro encontro internacional de energia abre calendár...
19/10/26
Resultado
Produção de petróleo da União marca 313 mil barris por d...
19/10/26
Biometano
Necta destaca avanço do biometano em São Paulo durante a...
19/10/26
Fiscalização
ANP e Senacon fiscalizam mercado de combustíveis para co...
16/10/26
Energia Nuclear
Relatório global aponta que apoio à energia nuclear supe...
16/10/26
Pessoas
Presidente da ABiogás integra a lista "As 100 Mulheres P...
16/10/26
Resultado
Petrobras alcança R$ 800 bilhões em valor de mercado e r...
16/10/26
Bacia de Santos
Bacalhau completa primeiro ano de produção nos 25 anos d...
15/10/26
Firjan
Fim da escala 6x1: Firjan fará propostas que garantam se...
15/10/26
Bacia de Santos
Acordos de equalizações referentes às Jazidas Compartilh...
15/10/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.