Petroquímica

Rio Polímeros já fechou três contratos de venda

Valor Econômico
02/12/2004 00:00
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Desde junho a Rio Polímeros já prepara sua entrada no mercado brasileiro de resinas termoplásticas, prevista para acontecer em abril de 2005, com uma equipe de 30 pessoas trabalhando na área chamada de pré-marketing. Localizado em Duque de Caxias, ao lado da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, a previsão é de que a unidade abasteça entre 18% e 20% do mercado nacional.
Quando começar a operar, a unidade vai produzir, anualmente, 540 mil toneladas de polietileno, 520 mil toneladas de eteno e 75 mil toneladas de propeno. A RioPol, como é chamada, já tem 202 clientes e exportou 57 mil toneladas, compradas de terceiros para testar o mercado. A empresa firmou contratos de venda de propeno para a Polibrasil e hidrogênio e gasolina para a Petrobras.
Para lançar sua marca no mercado interno e externo antes de começar a produzir, a Rio Polímeros fechou um contrato inédito com a Braskem, sua maior concorrente no mercado brasileiro, que está produzindo as resinas que a RioPol revende.
"Foi um acordo bom para todos, já que se não comprássemos no país teríamos que importar, deslocando produtos fabricados no Brasil, prática que sempre criticamos", explicou o diretor superintendente da Suzano Petroquímica e membro do conselho da RioPol, Armando Guedes.
A empresa também já tem contrato para exportar 150 mil toneladas/ano com a trading americana Vinmar, válido por 10 anos, volume que será reduzido para 100 mil toneladas nos últimos seis anos.
Com investimento total estimado em US$ 1,1 bilhão o Rio Polímeros - primeiro pólo reunindo a primeira e a segunda geração petroquímica para produzir resinas a partir do gás natural - já realizou investimentos de US$ 854 milhões até outubro.
O faturamento anual da Rio Polímeros é estimado entre US$ 650 milhões e US$ 700 milhões, mas Armando Guedes explicou que em 2005 ele será menor, de aproximadamente US$ 300 milhões, devido à previsão de entrada em operação efetiva apenas no segundo trimestre do próximo ano.
A unidade, que tem como sócios a Suzano (33,3%), Unipar (33,3%), Petroquisa (16,7%) e BNDESPar (16,7%), deve deslocar parte da produção dos concorrentes para o mercado externo, pelo menos no primeiro momento, previu Guedes. Entretanto, considerando que o mercado brasileiro de polietilenos está crescendo 16%, em média, e que a Dow Chemical importa cerca de 250 mil toneladas/ano da Argentina, a produção deve acomodar-se em pouco tempo, prevê o executivo. Ele lembra ainda que com a retomada da economia argentina a tendência mais provável é de que a produção da Dow seja consumida no país vizinho.
Dados apresentados ontem pela direção da RioPol mostram que em 2003 a produção de polietilenos nos cinco pólos petroquímicos do Mercosul - Camaçari (BA), Rio de Janeiro, São Paulo, Triunfo (Rio Grande do Sul) e Bahia Blanca (Argentina) - foi de 2,43 milhões de toneladas para um consumo nacional de aproximadamente 2,1 milhões de toneladas. Para 2005, quando o pólo do Rio já estiver operando, a produção deve saltar para cerca de 2,95 milhões de toneladas.

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