Desafio

Rio quer atrair projetos de exploração de petróleo

Atrair investimentos para o Rio de Janeiro neste momento de crise mundial é um dos grandes desafios que o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, terá de superar em 2009. Segundo dados divulgados pelo secretário da administração municipal que vai de 2009 a 2012, desde

Agência Brasil
05/01/2009 11:36
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Atrair investimentos para o Rio de Janeiro neste momento de crise mundial é um dos grandes desafios que o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, terá de superar em 2009.

 

"O momento é difícil. Há uma crise financeira que nós não vimos ainda. É uma crise contemporânea, das mais profundas, que transformam o mundo", avaliou o secretário que assumiu o cargo no último dia primeiro, juntamente com os demais secretários do novo prefeito, Eduardo Paes (PMDB).

 

Bueno reafirmou, porém, que está otimista à Agência Brasil. Ele lembrou que o país, e o Rio de Janeiro em particular, têm ativos muito importantes para serem colocados à disposição dos investidores nacionais e estrangeiros. É o caso do petróleo. Para ele, o Brasil "continua sendo um dos melhores lugares para se investir no mundo".

 

Segundo dados divulgados pelo secretário da administração municipal que vai de 2009 a 2012, desde a descoberta do Brasil, já foram produzidos cerca de 11 bilhões de barris de petróleo no país.

 

As reservas prováveis do país alcançariam em torno de 14 bilhões de barris. E as descobertas de petróleo na camada pré-sal oferecem a perspectiva de o país produzir 80 bilhões de barris a mais. Para isso, ele defendeu a entrada do capital estrangeiro no Brasil.

 

A área do petróleo é a parte do resseguro que mais cresce no Brasil, de acordo com ele. "E o Rio de Janeiro é a capital do petróleo. Então, as seguradoras e resseguradoras que quiserem ter o mercado perto, fiquem no Rio de Janeiro".

 

Bueno salientou que o país têm condições atrativas para novos investimentos, como regras estáveis e regime democrático.

 

Críticas de Maia

 

A decisão do novo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), de suspender as obras da Cidade da Música, na Barra da Tijuca, marco da administração anterior, foi criticada pelo ex-prefeito Cesar Maia (DEM).

 

Em entrevista à Agência Brasil, o ex-prefeito Cesar Maia disse que a construção da Cidade da Música está totalmente paga e que o motivo da suspensão das obras por seu sucessor, Eduardo Paes, é o interesse em dar ao projeto traços de seu governo.

 

"Entendo [o decreto de suspensão das obras ] pois a Cidade da Musica é tão importante, que todos querem inaugurá-la com sua marca", disse o político na última sexta-feira.

 

Cesar Maia salientou ainda que não compareceu à cerimônia de transmissão de cargo - ocorrida na última quinta-feira em todo o País - porque não foi convidado pelo atual prefeito. Ele disse ainda que deixa a prefeitura da capital fluminense sem nenhuma mágoa e ressentimentos. Entretanto, ele deixou claro que lamenta o fato de não ter tido mais dois meses de governo para poder inaugurar a Cidade da Música.

 

Sobre o decreto também assinado pelo novo prefeito Eduardo Paes, acabando com o sistema de aprovação automática nas escolas administradas pelo município, Cesar Maia disse não saber o que é aprovação automática. "Não sei o que é aprovação automática. Talvez por isso vem [na parte] dos considerandos [do decreto] entre aspas", comentou o ex-prefeito.

 

O ex-prefeito Cesar Maia não quis entrar em detalhes sobre o seu futuro político. Perguntando sobre se pretendia concorrer ao governo do estado na eleição de 2010, ele se restringiu a responder que "a política é muito volátil no Brasil. Aguardemos 2010".

 

As declarações de Cesar Maia decorreram da atitude adotada por Paes em seu primeiro dia de governo, marcado principalmente pela publicação de medidas que se referem a assuntos polêmicos da administração do seu antecessor no cargo.

 

Eduardo Paes instituiu um grupo de trabalho para a implantação do regime de horário integral nas escolas da rede pública municipal - o chamado programa Segundo Tempo Escolar - que será feito com atividades extra-curriculares, culturais e esportivas no turno contrário ao das aulas.

 

O novo prefeito do Rio de Janeiro decidiu também realizar uma auditoria com prazo de 120 dias nas contas do todo o empreendimento Cidade da Música e somente após isso liberar verbas para o projeto.

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