ROG.e 2024

ROG.e debate transição energética justa e pluralidade da matriz brasileira

Na abertura do maior evento do setor na América Latina, nesta segunda-feira (23), no Rio de Janeiro, lideranças destacaram posição estratégica do Brasil no cenário global de energia

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
23/09/2024 12:18
ROG.e debate transição energética justa e pluralidade da matriz brasileira Imagem: Divulgação Visualizações: 3721

A ROG.e 2024 começou nesta segunda-feira (23) mostrando ao mundo que a convivência entre as diferentes fontes de energia é um caminho estratégico para uma transição energética justa e sustentável. O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, ressaltou a ROG.e como uma jornada de conhecimento, troca de informações e negócios, que mostrará como o setor de óleo e gás e energia está comprometido com a descarbonização da economia. 

 “Mais de um quarto dos trabalhos técnicos apresentados são voltados para temáticas relacionadas à descarbonização, sustentabilidade e diversidade e inclusão. Somos atores importantes no processo de evolução energética, que prevê segurança, disponibilidade, pluralidade e inclusão.”

 Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou a pluralidade da matriz energética brasileira e a importância do setor de óleo e gás para a segurança energética e o desenvolvimento da economia. “O Brasil é exemplo mundial com sua matriz plural, somos exemplos em hidroeletricidade, eólica, solar, um celeiro de energias limpas. Além disso, nossa indústria de óleo e gás é pujante e plural. Estamos recuperando campos que estavam em declínio e, por isso, lançamos hoje o Potencializa E&P, para o fortalecimento de campos maduros, gerando emprego e renda”.

 A importância das atividades de exploração e produção para a reposição de reservas foi reforçada por Magda Chambriard, presidente da Petrobras, assim como o papel de vanguarda do Brasil no processo de transição energética. “Vamos discutir projetos de petróleo de forma segura e responsável, para reposição de reservas, trabalhando na possibilidade de produção de óleo e gás na costa do Amapá. Outro ponto importante é que, enquanto o mundo aspira alcançar 39% da matriz de energia renovável em 2050, o Brasil já atingiu e aspira chegar a 64%”, ressaltou a executiva.

 O secretário-geral da OPEP, Haitham Al-Ghais, também elogiou a posição do Brasil na liderança da matriz energética limpa e confirmou o compromisso da organização com a diversificação de fontes e a segurança energética. “O trabalho do IBP é vital para o avanço do setor não só no Brasil, mas globalmente. A OPEP apoia todas as fontes de energia em um contexto que exige compreensão sobre três pontos fundamentais: segurança energética, acessibilidade justa e redução de emissões.”

 Já o diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, apontou a relevância estratégica da indústria brasileira de óleo e gás para o país e sua importância no processo de transição energética. “A própria COP 28 mencionou que a transição deve ocorrer de forma organizada, convivendo com as diferentes variedades de energia no mundo todo. Neste contexto, o país tem posição estratégica porque é uma potência que fornece diversas formas de energia”.

 Um exemplo de investimentos em novas fontes de energia é a TotalEnergies. O CEO da empresa, Patrick Pouyanné, ressaltou que a missão da companhia é produzir mais energia com menos emissões. “Queremos crescer no mercado de gás, de eletricidade e de outras fontes de energia. Fazemos um trabalho com a Petrobras para produção de petróleo e gás reduzindo a cada projeto a emissões de carbono. Já a energia dos ventos como fonte limpa e renovável vem se tornando uma aliada na redução de emissões e no combate às mudanças climáticas”, disse o executivo, no “Strategic Talks”.

Pensamento não óbvio

 Em palestra aos participantes da ROG.e, o indiano Rohit Bhargava – autor de best sellers e estrategista de marketing, afirmou que estamos vivendo em um mundo multitarefa e a humanidade se distrai com muita facilidade. “Este é um grande problema porque está enraizado nesta geração e precisamos encontrar soluções para resolver este déficit que pode impactar no nosso conhecimento do presente e do futuro”, disse Bhargava, conhecido por ideias inovadoras sobre o futuro dos negócios e da tecnologia e autor do sucesso “Non-Obvious: How to Think Different, Curate Ideas & Predict The Future”.

 Inovação

 Na sessão de abertura do iUP Innovation Connections, evento paralelo à ROG.e 2024, Maiza Pimenta Goulart, gerente-executiva do Centro de Pesquisa Petrobras (CENPES), ressaltou a importância do ecossistema de inovação dentro da empresa, área que receberá investimentos de R$ 3,6 bilhões em P&DI, com projetos que incluem soluções de descarbonização e novas energias.

 A gerente da Petrobras destacou também que, desde 2019, a instituição realiza o “Conexões para a Inovação”, um programa que busca soluções no mercado para os maiores desafios da corporação, por meio do seu módulo para Startups. Desde então, já foram assinados contratos com o valor de R$ 1,8 bilhão.

Mais de 1 mil pessoas estiveram presentes apenas na abertura da ROG.e, um dos maiores eventos de energia do mundo, organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), que receberá mais de 70 mil participantes até quinta-feira (26) no Boulevard Olímpico, no Rio de Janeiro.

 Sobre a ROG.e

 A ROG.e é um dos maiores eventos do segmento de energia no mundo. Organizado pelo IBP, deverá receber mais de 70 mil visitantes de 65 países diferentes como lideranças do setor, autoridades, investidores, acadêmicos, entre outros públicos. Serão 8 armazéns ocupados com mais de 550 expositores, 7 eventos paralelos e o Congresso.

 A ROG.e 2024 conta com patrocínio da Petrobras, Shell, TotalEnergies, Equinor, Galp, Origem, Brava, Petronas, Prio, bp, Chevron, ExxonMobil, Modec, Repsol Sinopec Brasil, SBM Offshore, Acelen, Eletrobras, Excelerate Energy, Ipiranga, Pan American Energy, Vibra, Dell, Nvidia, Naturgy, TechnipFMC, TBG, Trident Energy, ABB, Construtora Elevação, Compass, Foresea, Huawei, Karoon Energy, OceanPact, Perbras, Subsea7, TAG, Transpetro, Vallourec, Renave, além da participação do Governo Federal.

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