GNL

RS tem menos chance de receber terminal

Valor Econômico
16/07/2008 08:41
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A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, esfriou as expectativas de empresários e políticos gaúchos quanto à possibilidade da instalação, no Rio Grande do Sul, do terceiro terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) planejado pela estatal. A executiva expôs o projeto ontem na Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) e relatou "dificuldades de ordem econômica" causadas pela distância entre as cidades candidatas a receber o investimento estimado em US$ 300 milhões e a rede de gasodutos. 


Segundo Maria das Graças, são cerca de 100 quilômetros a partir de Tramandaí, no litoral norte do Estado, e 300 desde Rio Grande, no sul. "O Rio Grande do Sul tem chances mas está em desvantagem pelas distâncias das conexões." A diretora afirmou que a decisão será baseada em critérios técnicos e econômicos e que não pretende "criar expectativas". Na segunda-feira ela fez a mesma apresentação na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Estado que disputa a instalação do terminal. 


O presidente da Fiergs, Paulo Tigre, disse que o Rio Grande do Sul não vai desistir porque a diretora não descartou definitivamente o Estado. De acordo com ele, a Secretaria de Infra-Estrutura e Logística do governo estadual informou que já existe uma área com licenciamento ambiental para receber o terminal em Rio Grande. "Vamos continuar trabalhando e fornecendo informações para a Petrobras", comentou. 


Os dois primeiros terminais de GNL da estatal começam a funcionar em agosto, em Pecém (CE), com capacidade para 7 milhões de metros cúbicos por dia de gás, e em outubro ou novembro na baía da Guanabara (RJ), com 14 milhões de metros cúbicos/dia. O primeiro fica a 18 quilômetros da malha de gasodutos e o segundo, a 19 quilômetros. 


Depois do encontro na Fiergs, a executiva reuniu-se com diretores da térmica AES Uruguaiana, parada desde maio por falta de gás argentino. Para honrar os contratos com as distribuidoras, a usina compra energia no mercado por R$ 202 o megawatt/hora (MWh) e revendendo a R$ 134, com prejuízo de R$ 96,7 milhões no primeiro trimestre, informou o diretor-presidente Jorge Busato. Por isto, a empresa está negociando o encerramento dos contratos de fornecimento de energia com a Aneel e com as distribuidoras até a normalização do abastecimento de gás ou a definição de alguma alternativa. Segundo a assessoria de Foster, a reunião serviu para verificar se existem "sinergias" entre a Petrobras e a AES Uruguaiana. 


Ontem a Petrobras informou que a produção do combustível no país chegou a 53,4 milhões de metros cúbicos por dia em junho. 

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