Inovação

SCGÁS viaja à Alemanha e Suécia para captar tecnologias em biogás

Companhia quer inserir gás natural renovável no estado até 2015.

Ascom SCGás
28/05/2013 11:22
SCGÁS viaja à Alemanha e Suécia para captar tecnologias em biogás Imagem: Usina em Leipzig. Divulgação Visualizações: 1759

 

Uma comitiva catarinense irá conhecer usinas de purificação e injeção de biometano em redes de distribuição de gás natural na Alemanha e na Suécia. Formada pelo presidente da Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) Cósme Polêse, o gerente de tecnologia Ricardo Konishi e engenheiro de operação João Paulo Lacombe conhecerão, a comitiva viajará entre os dias os dias 29 de maio e 9 de junho. Também estarão presentes representantes da BRF e BGT Energie, parceiras dos projetos de pesquisa em biogás da companhia. A viagem tem como objetivo conhecer as tecnologias dos dois países para replicá-la em Santa Catarina.
A agenda incluirá visita às usinas alemãs de biogás localizada nas cidades de Fangmeier e de purificação em Göttingen e Leipzig. Também em Leipzig, a equipe conhecerá a sede da DBFZ (Centro Alemão de Pesquisa em Biomassa), parceira da SCGÁS, e participará da International Biomass Conference (IBC). Na Suécia, país que é referência mundial em injeção de gás natural renovável em rede, serão visitadas duas usinas de purificação de dejetos na cidade de Falkenberg.
A companhia pretende inserir, até o fim do ano de 2015, o gás natural renovável gerado por um aterro sanitário da Grande Florianópolis na sua rede de distribuição de gás natural. O projeto, que custará aproximadamente R$ 8 milhões em implantação de redes de distribuição, é o mais adiantado entre as ações de pesquisa e desenvolvimento na área de biogás pela distribuidora catarinense. Atualmente no Brasil o biogás só é aproveitado para geração de energia elétrica e em refinarias de petróleo.
Quando inserida em rede, esta será uma fonte alternativa de suprimento de gás para o estado, que atualmente é abastecido apenas com o gás importado da Bolívia.
“O gás natural renovável será um grande marco no desenvolvimento sustentável do estado. Além de impedir que o metano, que é altamente poluente, seja liberado na atmosfera, ampliaremos a oferta de um energético barato, limpo, fundamental para a atração de investimentos e que está com a sua cota de suprimento no limite”, afirma Cósme Polêse.
O Gerente de Tecnologia Ricardo Konishi afirma que o intercâmbio com as instituições que são líderes mundiais na área de biogás são fundamentais para que Santa Catarina consiga aproveitar o seu grande potencial de produção de biogás, que segundo estudos realizados pela companhia tem potencial de geração de 3 milhões de metros cúbicos diários - 1,5 vez o consumo atual do estado. “Estas parcerias são fundamentais para que, num futuro próximo, possamos desenvolver e aplicar procedimentos próprios e ainda mais eficientes na produção e distribuição de energia limpa e renovável”, acrescenta.
Responsável pelas medições da Gerência de Operações e Manutenção da SCGÁS, o engenheiro João Paulo Lacombe afirma que a visita ajudará a resolver os desafios técnicos dos projetos catarinenses na área de biogás, como a purificação e a injeção de biometano em rede de distribuição de gás natural - este último um feito ainda inédito para o Brasil. “A composição e a qualidade do gás é um fator importante para a política energética, com desdobramentos financeiros e operacionais. Queremos descobrir como a Alemanha e a Suécia tratam o biogás e como resolvem o desafio da inserção em rede”, explica Lacombe.
Apoio científico
Outro marco nos projetos de biogás catarinenses foi a inauguração, no dia 27 de maio em Concórdia, do primeiro laboratório de análises em biogás de Santa Catarina. O laboratório é administrado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e teve apoio da SCGÁS, DBFZ, BGT Energie e GIZ (Sociedade Alemã de Cooperação Internacional) na sua fase de elaboração. Ele auxiliará os projetos em biogás em curso no Estado, fornecendo relatórios de qualidade e potencial de geração dos substratos.

Uma comitiva catarinense irá conhecer usinas de purificação e injeção de biometano em redes de distribuição de gás natural na Alemanha e na Suécia. Formada pelo presidente da Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) Cósme Polêse, o gerente de tecnologia Ricardo Konishi e engenheiro de operação João Paulo Lacombe conhecerão, a comitiva viajará entre os dias os dias 29 de maio e 9 de junho. Também estarão presentes representantes da BRF e BGT Energie, parceiras dos projetos de pesquisa em biogás da companhia. A viagem tem como objetivo conhecer as tecnologias dos dois países para replicá-la em Santa Catarina.


A agenda incluirá visita às usinas alemãs de biogás localizada nas cidades de Fangmeier e de purificação em Göttingen e Leipzig. Também em Leipzig, a equipe conhecerá a sede da DBFZ (Centro Alemão de Pesquisa em Biomassa), parceira da SCGÁS, e participará da International Biomass Conference (IBC). Na Suécia, país que é referência mundial em injeção de gás natural renovável em rede, serão visitadas duas usinas de purificação de dejetos na cidade de Falkenberg.


A companhia pretende inserir, até o fim do ano de 2015, o gás natural renovável gerado por um aterro sanitário da Grande Florianópolis na sua rede de distribuição de gás natural. O projeto, que custará aproximadamente R$ 8 milhões em implantação de redes de distribuição, é o mais adiantado entre as ações de pesquisa e desenvolvimento na área de biogás pela distribuidora catarinense. Atualmente no Brasil o biogás só é aproveitado para geração de energia elétrica e em refinarias de petróleo.


Quando inserida em rede, esta será uma fonte alternativa de suprimento de gás para o estado, que atualmente é abastecido apenas com o gás importado da Bolívia.


“O gás natural renovável será um grande marco no desenvolvimento sustentável do estado. Além de impedir que o metano, que é altamente poluente, seja liberado na atmosfera, ampliaremos a oferta de um energético barato, limpo, fundamental para a atração de investimentos e que está com a sua cota de suprimento no limite”, afirma Cósme Polêse.


O Gerente de Tecnologia Ricardo Konishi afirma que o intercâmbio com as instituições que são líderes mundiais na área de biogás são fundamentais para que Santa Catarina consiga aproveitar o seu grande potencial de produção de biogás, que segundo estudos realizados pela companhia tem potencial de geração de 3 milhões de metros cúbicos diários - 1,5 vez o consumo atual do estado. “Estas parcerias são fundamentais para que, num futuro próximo, possamos desenvolver e aplicar procedimentos próprios e ainda mais eficientes na produção e distribuição de energia limpa e renovável”, acrescenta.


Responsável pelas medições da Gerência de Operações e Manutenção da SCGÁS, o engenheiro João Paulo Lacombe afirma que a visita ajudará a resolver os desafios técnicos dos projetos catarinenses na área de biogás, como a purificação e a injeção de biometano em rede de distribuição de gás natural - este último um feito ainda inédito para o Brasil. “A composição e a qualidade do gás é um fator importante para a política energética, com desdobramentos financeiros e operacionais. Queremos descobrir como a Alemanha e a Suécia tratam o biogás e como resolvem o desafio da inserção em rede”, explica Lacombe.



Apoio científico


Outro marco nos projetos de biogás catarinenses foi a inauguração, no dia 27 de maio em Concórdia, do primeiro laboratório de análises em biogás de Santa Catarina. O laboratório é administrado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e teve apoio da SCGÁS, DBFZ, BGT Energie e GIZ (Sociedade Alemã de Cooperação Internacional) na sua fase de elaboração. Ele auxiliará os projetos em biogás em curso no Estado, fornecendo relatórios de qualidade e potencial de geração dos substratos.

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