Retomada

Segundo FMI, a economia brasileira irá se recuperar em 2017 e que reduzir os custos de fazer negócios é imperativo

Redação/Agência Brasil
04/10/2016 15:03
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve a previsão de retração da economia brasileira este ano, mas com recuperação em 2017. A estimativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, este ano, ficou em 3,3%, a mesma anunciada em julho. Para 2017, a previsão de crescimento foi mantida em 0,5%.

Na avaliação do FMI, a economia do Brasil permanece em recessão, mas a atividade parece estar perto de melhorar, à medida em que os efeitos dos choques passados - o declínio nos preços das commodities (produtos primários com cotação internacional), os ajustes dos preços administrados de 2015 e a incerteza política - se dissipam.

O FMI diz, ainda, que a economia brasileira está contraindo em ritmo mais moderado, a inflação está acima do teto da meta e a commodities”.

Aumento da confiança e mais investimentos

No relatório, o FMI destaca que é preciso aumentar a confiança e os investimentos. Para o FMI, se forem adotadas as regras propostas de controle dos gastos e estabelecido um quadro de consolidação orçamentária de médio prazo será um forte sinal de compromisso da política. Posteriormente, diz o FMI, para reduzir os custos de fazer negócios é imperativo simplificar o código fiscal, reduzir as barreiras comerciais e combater as deficiências de infraestrutura.

O FMI não alterou as projeções para o crescimento da economia mundial: 3,1%, este ano, e 3,4%, em 2017. De acordo com o relatório, essas projeções refletem perspectivas de crescimento mais fracas para economias avançadas, depois do voto britânico para sair da União Europeia (Brexit) e a expansão menor do que esperada dos Estados Unidos.

Desemprego

O FMI revisou a projeção para o desemprego no Brasil de 9,2%, em abril, para os atuais para 11,2% este ano. Também subiu a estimativa para 2017: de 10,2% para 11,5%.

A taxa de desemprego no Brasil, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegou a 11,8% no trimestre encerrado em agosto.

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