Infraestrutura

Sem linhas de transmissão, eólicos retardam obras no CE

Unidades somam potencial para gerar 682 MW.

Diário do Nordeste
05/08/2013 10:20
Visualizações: 1108

 

Relativamente novo, em comparação com o uso de outras fontes de energia, o desenvolvimento de parques eólicos no Nordeste tem enfrentado dificuldades para garantir a transmissão do potencial de energia já instalado.
Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, há parques eólicos, no Rio Grande do Norte e na Bahia, já finalizados e aguardando a instalação de linhas de transmissão para viabilizar seu efetivo funcionamento. As unidades, informa, têm potencial para gerar 682 Megawatts (MW) - que já poderiam estar sendo fornecidos ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Conforme Elbia Melo, não há parques no Ceará na mesma situação. Entretanto, frisa, há sete parques em construção, no município cearense de Acaraú, que tiveram de retardar as obras por conta da ausência de linhas de transmissão. Quando finalizados, irão gerar 180 MW.
Ao ver que as linhas só estariam prontas em junho do próximo ano, explica, os responsáveis pelas unidades geradoras decidiram estender o cronograma das obras, como forma de evitar que os parques ficassem parados após a construção.
A presidente da Abeeólica ressalta que a demora na instalação das linhas tem acontecido por conta do tamanho cada vez maior das redes, uma vez que os parques têm se instalado em lugares mais distantes.
Tempo médio
Alguns anos atrás, ilustra, o tempo médio para a construção das linhas era de dois anos. Atualmente, frisa, o prazo aproximado é de três a quatro anos. "Quanto maior a linha de transmissão, maior o nível de negociação e complexidade, seja em relação a licenças ambientais, patrimônios históricos, donos de terras", aponta. De acordo com Elbia, situações desse tipo serão evitadas a partir dos próximos leilões para energia eólica. A intenção do governo, justifica, é, antes de fazer o leilão para a instalação dos parques, realizar um pregão específico para a construção das linhas, fazendo com que os interessados na construção de novos parques já saibam quando se dará a instalação das redes.
Futuro virtuoso
Apesar da problemática das linhas de transmissão, a presidente da entidade afirma que não há outros grandes entraves para a geração de energia eólica no país. "É um setor que tem um futuro virtuoso, que enfrenta alguns desafios e gargalos que são naturais para uma indústria nova, que está crescendo a uma velocidade muito rápida.
Discussão
Amanhã, Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e a Assembleia Legislativa realizam audiência ública sobre "Micro e Minigeração de Energias Renováveis", a partir das 14h. Além de Elbia Melo, outras autoridades do setor deverão participar do encontro.

Relativamente novo, em comparação com o uso de outras fontes de energia, o desenvolvimento de parques eólicos no Nordeste tem enfrentado dificuldades para garantir a transmissão do potencial de energia já instalado.


Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, há parques eólicos, no Rio Grande do Norte e na Bahia, já finalizados e aguardando a instalação de linhas de transmissão para viabilizar seu efetivo funcionamento. As unidades, informa, têm potencial para gerar 682 Megawatts (MW) - que já poderiam estar sendo fornecidos ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Conforme Elbia Melo, não há parques no Ceará na mesma situação. Entretanto, frisa, há sete parques em construção, no município cearense de Acaraú, que tiveram de retardar as obras por conta da ausência de linhas de transmissão. Quando finalizados, irão gerar 180 MW.


Ao ver que as linhas só estariam prontas em junho do próximo ano, explica, os responsáveis pelas unidades geradoras decidiram estender o cronograma das obras, como forma de evitar que os parques ficassem parados após a construção.


A presidente da Abeeólica ressalta que a demora na instalação das linhas tem acontecido por conta do tamanho cada vez maior das redes, uma vez que os parques têm se instalado em lugares mais distantes.



Tempo médio


Alguns anos atrás, ilustra, o tempo médio para a construção das linhas era de dois anos. Atualmente, frisa, o prazo aproximado é de três a quatro anos. "Quanto maior a linha de transmissão, maior o nível de negociação e complexidade, seja em relação a licenças ambientais, patrimônios históricos, donos de terras", aponta. De acordo com Elbia, situações desse tipo serão evitadas a partir dos próximos leilões para energia eólica. A intenção do governo, justifica, é, antes de fazer o leilão para a instalação dos parques, realizar um pregão específico para a construção das linhas, fazendo com que os interessados na construção de novos parques já saibam quando se dará a instalação das redes.



Futuro virtuoso


Apesar da problemática das linhas de transmissão, a presidente da entidade afirma que não há outros grandes entraves para a geração de energia eólica no país. "É um setor que tem um futuro virtuoso, que enfrenta alguns desafios e gargalos que são naturais para uma indústria nova, que está crescendo a uma velocidade muito rápida.

 

Discussão


Amanhã, Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e a Assembleia Legislativa realizam audiência ública sobre "Micro e Minigeração de Energias Renováveis", a partir das 14h. Além de Elbia Melo, outras autoridades do setor deverão participar do encontro.

 

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