Ministério dos Transportes
<P>O Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT) foi discutido na semana passada em Brasília com participantes de entidades privadas e das Confederações Nacionais da Indústria (CNI), Comércio (CNC), Agricultura (CNA), e Transportes (CNT). De acordo com o secretário de Política Nacional...
Jornal do Commercio(POA)O Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT) foi discutido na semana passada em Brasília com participantes de entidades privadas e das Confederações Nacionais da Indústria (CNI), Comércio (CNC), Agricultura (CNA), e Transportes (CNT). De acordo com o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, José Augusto Valente, o plano é um projeto de investimentos para todas as esferas de governo e a iniciativa privada, um conjunto de ações que inclui mudanças em infra-estrutura e na legislação do setor de transportes.
Além da necessidade de investimentos em infra-estrutura, vamos mostrar que alterações de leis, de resoluções de agência, de procedimentos, de sistemas de informação, são necessárias para que tenhamos uma logística que atenda melhor as necessidades de desenvolvimento do País, desenvolvimento sustentável e redução de custo e de acidentes, disse Valente.
As medidas tornarão os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional e mais baratos no mercado interno. Uma das necessidades apontadas por ele é a mudança na matriz de transporte de carga no País. O CNT afirma que o transporte rodoviário é responsável por 61% da matriz de transporte do Brasil e de apenas 22,7% nos Estados Unidos.
Temos que mudar na matriz de transporte de carga esse peso que o rodoviário tem, porque ainda existe uma grande quantidade de carga (grãos e soja, por exemplo) que é recomendável transportar por ferrovia e por hidrovia, e depois pelo marítimo. Dentro do País, essa carga ainda é transportada por caminhão, principalmente a soja. É uma coisa que precisa ser alterada para que o País tenha preços competitivos no mercado internacional, explicou.
O coordenador-geral do Plano Nacional de Logística de Transportes, Marcelo Perreupato, defendeu um modelo no qual se possa fazer intervenções futuras periódicas, um plano que não esteja ligado a um governo, mas a um projeto de estado. Há muita coisa que o Brasil pode fazer para aumentar a produtividade de seus portos, aumentar a produtividade de seu material rodante nas rodovias, aumentar a produtividade de seus caminhões, afirmou Perreupato. Para isso, afirmou, é preciso investir em comunicações e informações, para diminuir tempo de trânsito, o tempo de transbordo nos terminais, de modo que, com o pouco que temos, se consiga produzir mais.
Fonte: Jornal do Commercio(POA)
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