Projeto

Sergipe define local para construção de refinaria

Valor Econômico
30/10/2008 07:59
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O governo de Sergipe informou ontem que já definiu o local para construção de uma refinaria no Estado, com capital privado e majoritariamente estrangeiro. Ontem, o South Atlantic Refining Co., do Reino Unido, voltou a afirmar seu interesse no empreendimento. O projeto já foi aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

 

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de Sergipe, Jorge Santana, a refinaria será instalada em uma área de 300 hectares em Barra dos Coqueiros, município vizinho a Aracaju e próximo do porto de Sergipe. A área, localizada na região do Pólo Cloroquímico do Estado, pertence hoje à Companhia de Desenvolvimento Industrial e de Recursos Minerais de Sergipe (Codise) e gerou polêmica em 2006 quando o governo do Estado assinou convênio com a empresa repassando o terreno por sistema de comodato sem prévia aprovação da Assembléia Legislativa. De acordo com Santana, o impasse foi finalizado.

 

"O terreno será vendido pela Codise à Rassesa (Refinaria Atlântico Sul de Sergipe) a preço de mercado e esta transação está bem encaminhada, dependendo de retomada do ritmo normal do projeto ", afirmou o secretário. Conforme ele, a demora para o início das obras deveu-se a mudanças no quadro societário da Rassesa, formado por empresários britânicos, espanhóis, brasileiros e do Golfo Pérsico e que tem como principal investidor o espanhol Ignacio Silva.

 

O projeto está orçado em US$ 3 bilhões e será a primeira refinaria construída no país nas últimas cinco décadas por uma empresa que não a estatal Petrobras. Pessoas ligadas ao setor consideram o investimento modesto, para o tamanho e objetivo do empreendimento. A refinaria terá capacidade para processar 200 mil barris por dia de petróleo e inauguração prevista para 2013.

 

A unidade produzirá diesel com baixos teores de enxofre, lubrificantes e nafta, de acordo com o diretor operacional da companhia, David Wood, em entrevista à Bloomberg. A empresa, segundo Wood, negocia com a Petrobras e outras companhias de petróleo do Brasil e da África a compra de petróleo bruto para refino.

 

A unidade atenderá Estados Unidos e Europa com diesel com menos de 10 partes por milhão de enxofre. Conforme Wood, três Estados do Golfo Pérsico estão prontos para investir parte dos 600 milhões de euros (US$ 776 milhões) necessários para construir a refinaria. Ele também espera obter empréstimos do BNDES para a compra de equipamentos.

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