SOG 2026
Redação TN Petróleo
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O Sergipe Oil & Gas 2026 teve início nesta quarta-feira (29), reunindo autoridades, executivos, empresários e especialistas para discutir o futuro da indústria de óleo, gás e energia no Brasil. Em um momento estratégico para o estado, o evento reforçou o protagonismo de Sergipe como uma das principais fronteiras de expansão do gás natural no país, impulsionado pelos investimentos previstos para o projeto Sergipe Águas Profundas.
Na abertura oficial, o CEO da Brainmarket e organizador do Sergipe Oil & Gas, Eduardo Aragon, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a consolidação do evento como um ambiente de integração entre governo, operadoras, fornecedores, investidores e academia, fortalecendo o debate sobre os desafios e as oportunidades da indústria de energia.
A cerimônia foi marcada pela assinatura de acordos de cooperação técnica entre o Ministério de Minas e Energia (MME), o Governo de Sergipe, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) e instituições do setor. Os documentos têm como objetivo fortalecer o mercado de gás natural, promover a harmonização regulatória e ampliar a competitividade da indústria, consolidando Sergipe como um dos principais polos energéticos do país.
Na palestra magna de abertura, a diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, apresentou um panorama dos desafios da indústria diante da transição energética e destacou o papel estratégico do projeto Sergipe Águas Profundas no planejamento da companhia. Segundo ela, o empreendimento representa um dos principais investimentos da Petrobras na área de exploração e produção e deverá colocar Sergipe em posição de destaque na produção nacional de gás natural, ampliando a oferta de energia e fortalecendo a segurança energética do Brasil.
Durante a solenidade, o governador Fábio Mitidieri destacou que o estado vive um momento histórico e que o desafio é transformar o potencial energético em desenvolvimento econômico.
"Não queremos ser apenas o Uber do gás, extraindo essa riqueza e enviando para outros estados. Queremos atrair indústrias, agregar valor e gerar empregos aqui."
Segundo o governador, a retomada do controle da Sergas pelo Estado e a proposta de criação de um fundo soberano fazem parte da estratégia para garantir que a riqueza produzida pelo setor se reverta em benefícios permanentes para a população sergipana.
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