Mercado

Setor de máquinas pesadas atrai gigante chinesa ao país

Desembarca no Brasil uma das maiores montadoras chinesas de máquinas pesadas, para concorrer com a Caterpillar, líder do mercado há quase 50 anos. O XCMG (Xuzhou Construction Machinery Group), décimo maior fabricante mundial do setor, está construindo no Pa&iacu

DCI
08/09/2010 09:08
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Desembarca no Brasil uma das maiores montadoras chinesas de máquinas pesadas, para concorrer com a Caterpillar, líder do mercado há quase 50 anos. O XCMG (Xuzhou Construction Machinery Group), décimo maior fabricante mundial do setor, está construindo no País uma fábrica e dois centros de distribuição (CD) de peças que consumirão um investimento inicial de US$ 15 milhões, em conjunto com a parceira brasileira Êxito Import&Export. A ofensiva asiática faz parte de um plano de ganhar uma fatia de pelo menos 8,5% do mercado nacional, que produz anualmente cerca de 13 mil unidades.
 
 
Na semana passada, os diretores chineses do XCMG estiveram no Brasil e anunciaram a construção de uma montadora no complexo industrial portuário de Suape, no Estado de Pernambuco, e um centro de distribuição no Recife. O CD vai fornecer peças de reposição e de manutenção, e até o final do ano que vem um novo centro de distribuição deve ser instalado em São Paulo.
 
 
"A parceria com o XCMG tem mais de três anos, e agora vamos ampliar o acordo para aproveitar o excelente momento do Brasil em investimentos de infraestrutura", avalia Rubens Azevedo, diretor de Comércio Exterior da Êxito. "O mercado para máquinas está superaquecido, não apenas por conta de eventos como as Olimpíadas, mas pelo próprio desenvolvimento do País", completa Azevedo.
 
 
A empresa chinesa, que fatura globalmente US$ 10 bilhões e tem capital integralmente estatal, vendeu 200 máquinas no Brasil em 2009. No primeiro semestre deste ano, foram 350 máquinas. "Em 2011, numa análise nem otimista nem conservadora, serão vendidas 1,1 mil máquinas no País", afirma Azevedo.
 
 
CKD
 
 
O modelo de fabricação na unidade de Suape será o CKD (do inglês complete knock-down), como é chamado o processo de montagem das máquinas a partir de kits pré-montados, importados do país de origem. O modelo de fabricação favorece as empresas que entram no País, uma vez que num primeiro momento reduz custos com desenvolvimento e adaptação das peças e com tecnologia. Mas o desenvolvimento posterior de tecnologias e peças a partir de materiais locais é visto pelo mercado como benéfico para a cadeia produtiva em geral. Segundo o XCMG, em até três anos as máquinas começarão a ser nacionalizadas.
 
 
"Já estão sendo costurados acordos para o terceiro ano de operações com o objetivo de ampliar o conteúdo nacional do produto", revela Azevedo, que explica que o impedimento inicial é o ajuste dos produtos aos materiais e às tecnologias nacionais. A maior parte do investimento veio da brasileira Êxito. Entretanto, com plano de negócios traçado para os próximos dez anos, a empresa espera retorno do investimento em três a cinco anos.
 
 
O portfólio da empresa asiática para o mercado brasileiro tem tratores de terraplenagem, caminhões-guindaste, motoniveladoras e escavadeiras hidráulicas.
 
 
Os chineses do XCMG exportam em média 15% de sua produção, e o Brasil representa para eles um mercado de 2,5% dessas exportações. A partir do ano que vem, a meta é de que a participação do País, dentre os 12 mercados aos quais a empresa exporta, chegue a pelo menos 4%.
 
 
Os olhos dos chineses estão mesmo voltados para a alta demanda em infraestrutura no País. Prova disso é também o recente anúncio da fabricante Sany Heavy Industry, que está erguendo uma fábrica com investimento de US$ 200 milhões em São Paulo.
 
 
 
 
 
 
Mercado

Sem o entusiasmo asiático, o setor nacional de máquinas teme que o custo do dinheiro no País esteja estimulando importações em detrimento dos investimentos em insumos e produtos locais. "A nossa sensação é de que o setor de máquinas nunca esteve tão ameaçado", afirma José Velloso, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
 
 
"Para a indústria, o dinheiro custa de 30% a 35%, e o câmbio está no mínimo 20% acima dos níveis reais", explica Velloso. Segundo o executivo, uma máquina produzida no Brasil sai da fábrica com 40% de tributos.
 
 
Velloso explica que, diferentemente do discurso oficial, o Brasil está muito carente de infraestrutura, e os chineses estão muito motivados a pleitear este filão. "Estou falando com você e estou parado no trânsito da Marginal do Tietê [em São Paulo], sem perspectiva de andar", comenta Velloso, ao telefone. Para ele, a política tributária e cambial do País prejudica as empresas que investem no setor há mais de 50 anos. "A Caterpillar, por exemplo, já chegou a exportar 80% de seu faturamento. Hoje as importações no setor estão crescendo exponencialmente", afirma. O de máquinas rodoviárias, segundo Velloso, é o setor que mais cresce.
 
 
Desembarca no Brasil mais uma montadora chinesa de máquinas pesadas para concorrer com a Caterpillar, líder desse segmento há quase 50 anos. O XCMG (Xuzhou Construction Machinery Group), décimo maior fabricante mundial do setor, está construindo no País uma fábrica e dois centros de distribuição de peças que consumirão um investimento inicial de US$ 15 milhões, em conjunto com a parceira brasileira Êxito Import&Export. A ofensiva asiática faz parte de um plano para ganhar uma fatia de pelo menos 8,5% do mercado brasileiro, que produz anualmente cerca de 13 mil máquinas desta categoria.
 
 
Os diretores chineses do XCMG estiveram no Brasil na semana passada e anunciaram a construção de uma montadora no complexo industrial portuário de Suape, no Estado de Pernambuco, e de um centro de distribuição em Recife. O centro vai fornecer peças de reposição e de manutenção a todo o País, e até o fim do ano que vem um novo centro de distribuição deve ser instalado em São Paulo.
 
 
 
"A parceria com o XCMG tem mais de três anos, e agora vamos ampliar o acordo para aproveitar o excelente momento de investimentos de infraestrutura no Brasil", avalia o diretor de Comércio Exterior da Êxito, Rubens Azevedo. "O mercado para máquinas está superaquecido", completa Azevedo.
 
 
A empresa chinesa, que fatura globalmente US$ 10 bilhões e tem capital integralmente estatal, vendeu 350 máquinas no primeiro semestre deste ano.
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