Petroquímica

Setor retoma crescimento apesar da alta do petróleo

Valor Econômico
21/12/2004 00:00
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A indústria petroquímica errou nas suas previsões sobre o preço do petróleo para 2004, mas pôde comemorar antecipadamente o chamado "fly-up", o ciclo de alta esperado pelo setor.
Com a alta do petróleo, que subiu de um patamar de US$ 28 no início do ano, batendo acima dos US$ 55 o barril em meados de setembro e outubro, a indústria deslizou nas alturas.
O ciclo era previsto para 2005 e 2007 mas já registrou bom desempenho neste ano. "O preço do petróleo apenas acelerou o que já era esperado", disse o vice-presidente de relações institucionais da Braskem, Alexandrino de Alencar.
Assim como outros analistas, a Braskem trabalhava, no fim do ano passado, com a cotação média do petróleo por volta de US$ 24 a US$ 25 por barril. Ao divulgar seu planejamento estratégico em maio, a Petrobras tinha, em seu cenário, um preço de US$ 23 por barril.
A alta do petróleo e seus derivados veio, no entanto, acompanhada da recuperação das economias mundiais, o que permitiu que a cadeia petroquímica absorvesse os reajustes sem grandes impactos inflacionários.
Para o fim do ano que vem, as principais apostas de empresas do setor, como a Braskem, Ipiranga e Polibrasil, oscilam entre US$ 35 e US$ 36. Os preços fecharam ontem acima de US$ 40.
No Brasil, os fabricantes de petroquímicos básicos operam acima de 95% de suas capacidades. Novas capacidades de matérias-primas devem entrar em operação em 2005 com a Rio Polímeros, Braskem e Refinaria Alberto Pasqualini, a Refap, localizada em Canoas.

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